Luca Guadagnino defendeu Timothée Chalamet das incontáveis críticas que o ator recebeu após dizer que não trabalharia em setores como o balé e a ópera porque "parece que ninguém se importa mais com isso".

O cineasta, que dirigiu o artista em "Me Chame Pelo Seu Nome", se prepara para estrear na Itália sua versão da ópera "A Morte de Klinghoffer", do compositor John Adams. Em entrevista ao jornal italiano "La Stampa", o diretor disse não entender como "um único comentário pode se tornar uma polêmica tão planetária".

"Talvez Chalamet pudesse ter se poupado. Mas ele é jovem, inteligente, sensível e teme que o cinema possa se tornar marginal. E é exatamente por isso que todas as formas de imaginação devem ser cultivadas. Devemos unir as artes, não separá-las."

Ele também disse que não quer ser visto como um cineasta que "dirige óperas para chamar a atenção da imprensa, mas como um diretor que faz ópera, ponto final".

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Guadagnino ainda falou sobre o seu próximo filme, "Artificial", e disse que o longa está quase pronto. O projeto vem sendo descrito como uma história sobre a empresa OpenAI e deve seguir um grupo de jovens que "apostam na utopia de uma inteligência artificial de se autogerar, com todas as consequências éticas que isso acarreta", segundo a sinopse divulgada até o momento.

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