Principal atração do Wireless Festival, com shows nos três dias do evento (10 a 12 de julho) em Londres, Kanye West, que atualmente atende pelo nome de Ye, pode ter sido o pivô de um imbróglio.
A Pepsi, patrocinadora do evento, anunciou neste domingo (5/4) que está se retirando de sua parceria de mais de uma década com o Wireless. Embora o comunicado não tenha mencionado o rapper nominalmente, ele foi divulgado horas depois da contratação de Ye ter sido condenada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
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"A Pepsi decidiu retirar seu patrocínio ao Wireless Festival", disse a empresa em breve comunicado enviado a veículos de imprensa britânicos.
A Pepsi patrocinava o festival desde 2015. O retorno de Ye aos palcos foi celebrado por muitos fãs, mas a empresa foi alvo de tweets indignados que protestavam contra o aparente apoio dela ao rapper como única atração principal.
Em comunicado publicado neste fim de semana pelo jornal britânico “The Sun”, o primeiro-ministro Starmer afirmou: “É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo”.
Ele continuou: “O antissemitismo em qualquer forma é abominável e deve ser combatido com firmeza onde quer que apareça. Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde os judeus se sintam seguros.”
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Faz menos de um ano desde que Ye lançou a música “Heil Hitler”, que foi banida de todas as principais plataformas de streaming. Posteriormente, ele anunciou que havia “terminado com o antissemitismo” e lançou uma nova versão de “Heil Hitler”, agora renomeada para “Hallelujah”, com as referências ao nazismo substituídas por letras cristãs.
