Sob a égide do heavy/doom metal e em promoção de seu terceiro álbum de estúdio, intitulado "The craft of pain" (2025), a banda belo-horizontina Pesta é a convidada do episódio desta semana do podcast Divirta-se. Confira a entrevista completa abaixo.
Formado em 2014, o grupo aposta em um som calcado em riffs pesados, cozinha sólida (baixo e bateria) e vocais que emanam o clima soturno das letras. A fórmula está presente nas dez faixas do mais recente trabalho, que, como comenta o baterista Flávio Freitas, “fala sobre dor, sofrimento e angústia por meio da violência”.
“(O disco) enfatiza o lado obscuro do ser humano, das vontades de se querer passar por cima, sem respeitar o outro. E gera esses sentimentos citados. Tem gente que se aproveita da posição social para agredir, gente que agride por prazer...”, descreve o dono das baquetas, ressaltando ainda que cada disco da Pesta possui um tema central que convida o ouvinte a refletir.
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Com relação ao som, a influência dos ingleses do Black Sabbath e de bandas de doom metal – gênero que traz riffs pesados e andamentos lentos –, inserida nos dois primeiros álbuns – “Bring out your dead” (2016) e “Faith bathed in blood” (2019) –, segue guiando a banda mineira. O que não significa que o grupo soe como uma mera cópia.
“A Pesta não é tão lenta como essas bandas de doom (anos 1980 e 1990), porque também temos uma referência muito forte do rock clássico dos anos 1970, principalmente com nosso vocalista (Thiago Cruz). Não é doom tão lento, mas tem a referência dessas bandas. Isso não mudou do primeiro disco até agora; são as mesmas referências, agregando um ou outro elemento”, destaca o guitarrista Marcos Resende.
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Complementado pelo baixista e um dos fundadores da banda Anderson Vaca, o quarteto anseia que 2026 seja um ano positivo nos palcos, tendo "The craft of pain" como fio-condutor. “Queremos tocar muito. E, no segundo semestre, pensando no futuro, começar a deslumbrar um próximo álbum. Mas neste ano, a gente quer mesmo é tocar ao vivo”, relata Resende.
