Nesta segunda-feira (23/3), Carlos Nunes sobe ao palco do Teatro Feluma para apresentar uma cena de “Angelim, professor de humor”, baseada na vida do médico, professor e escritor Ângelo Machado (1934-2020).

A prévia do espetáculo, cuja estreia está prevista para o próximo mês, marcará o anúncio oficial do Teatro Jota Dangelo, espaço que a Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) vai inaugurar em outubro deste ano, na Avenida dos Andradas, próximo aos campi II e III da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG).

Com capacidade para 400 pessoas, o novo espaço cênico chega com a intenção de representar uma espécie de alívio em tempos hostis e beligerantes. “Nos tempos de hoje, quando somos bombardeados por todos os lados, o lançamento de um teatro representa a paz”, afirma o curador do espaço, Jair Raso.

Dividindo a carreira entre a medicina e o teatro – Jair é neurocirurgião, dramaturgo e diretor de teatro –, ele destaca que “qualquer iniciativa em direção à arte é essencial para sairmos do imbróglio que nós nos metemos, com guerra para todos os lados”.

O novo espaço se configura como uma sala de porte médio, entre os atuais teatros em operação na capital mineira. Será maior do que espaços cênicos tradicionais, como o Teatro Marília (257 lugares) e Teatro 1 do CCBB (o maior do centro cultural, com 262 lugares).

No entanto, não chega a ser do tamanho dos três maiores: Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes (1.705 lugares), Grande Teatro do Sesc Palladium (1.099 lugares) e Grande Theatro do Cine Theatro Brasil (1 mil lugares).

“O Teatro Jota Dangelo vai ser um pouquinho maior do que o Feluma [que tem capacidade para 382 pessoas]”, compara Jair Raso. “O Feluma era um auditório que foi transformado em teatro. Tem limitações técnicas", afirma. 

"Já o Teatro Jota Dangelo nasce como teatro profissional. O projeto da caixa cênica é assinado pelo Pedro Pederneiras, do Grupo Corpo, que também assinou o projeto do teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas e vai seguir linha parecida”, acrescenta.

O nome do teatro é em homenagem ao médico e dramaturgo José Geraldo Dangelo. Natural de São João del-Rei, ele foi um dos fundadores do Teatro Experimental, ao lado de Carlos Kroeber e João Marschner.

Seus principais trabalhos como ator foram em “O escurial” (1965), de Michel de Ghelderode, e a primeira montagem de “Atos sem palavras I e II” (165), de Samuel Beckett.

No mesmo ano, dirigiu “Bolota contra o bruxo”, peça infantil de Jonas Bloch, que passou a ser o seu principal parceiro no Teatro Experimental até 1969.

Jota Dangelo também foi secretário de Estado de Cultura (1985-1986) e presidente da Belotur (1989-1992). Atualmente ocupa a cadeira 26 da Academia Mineira de Letras (AML).


ANÚNCIO OFICIAL DO TEATRO JOTA DANGELO

Com apresentação de cena do espetáculo “Angelim, professor de humor”, por Carlos Nunes. Nesta segunda-feira (23/3), às 19h, no Teatro Feluma (Alameda Ezequiel Dias, 275, 7º andar, Centro). Entrada franca.

 
Capacidade do principais teatros de Belo Horizonte


Grande Teatro do Palácio das Artes: 1.705 lugares

Grande Teatro do Sesc Palladium: 1.099 lugares

Cine Theatro Brasil: 1.000 lugares

Teatro Sesiminas: 648 lugares

Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas: 602 lugares

Teatro Francisco Nunes: 541 lugares

Teatro da Estação: 402 lugares

Teatro Feluma: 382 lugares

Teatro 1 do CCBB: 262 lugares

Teatro Marília: 257 lugares

Teatro do Colégio Nossa Senhora das Dores: 230 lugares

Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil: 200 lugares

Teatro da Cidade: 191 lugares

Sala Juvenal Dias: 175 lugares

Teatro da Funarte: 150 lugares

Teatro João Ceschiatti: 125 lugares

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Teatro de Bolso do Sesc Palladium: 80 lugares

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