O cinema iraniano é uma janela poderosa para a complexa e vibrante sociedade do país. Com narrativas que exploram desde dilemas familiares até críticas sociais sutis, os filmes do Irã conquistaram o mundo e acumularam prêmios nos maiores festivais. Suas histórias oferecem uma perspectiva única sobre os costumes, as leis e os desafios cotidianos de sua população.
Para quem busca entender melhor a cultura iraniana por meio da sétima arte, a reportagem preparou uma lista com cinco produções aclamadas. São obras que combinam roteiros inteligentes e atuações marcantes, refletindo as tensões entre tradição e modernidade que definem o Irã contemporâneo.
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‘A separação’
Primeiro filme iraniano vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012, o drama de Asghar Farhadi acompanha a história de um casal de classe média em Teerã que enfrenta um dilema: deixar o país para oferecer um futuro melhor à filha ou permanecer para cuidar de um pai com Alzheimer. A decisão desencadeia uma série de conflitos que expõem as divisões de classe, as burocracias do sistema judiciário e o peso das tradições religiosas na vida urbana.
‘O apartamento’
Outro filme de Asghar Farhadi que levou o Oscar em 2017, a trama segue um casal de atores que se muda para um novo apartamento. A vida deles é transformada quando a esposa é atacada no imóvel. O marido, então, inicia uma busca por vingança que testa os limites morais do casal e discute temas como honra, machismo e justiça em uma sociedade conservadora na qual a reputação da família é valorizada acima do bem-estar psicológico da vítima.
‘Filhos do paraíso’
Com uma abordagem mais sensível, o filme de Majid Majidi narra a história de dois irmãos de uma família pobre. Após o menino perder o único par de sapatos da irmã, eles decidem compartilhar o dele para não contar aos pais. A obra é um retrato delicado da infância, da inocência e das dificuldades econômicas enfrentadas por muitas famílias, mostrando a força dos laços familiares em meio à adversidade.
‘Persépolis’
Baseada na história em quadrinhos autobiográfica de Marjane Satrapi, esta animação conta a história de uma jovem durante a Revolução Islâmica de 1979 e a guerra Irã-Iraque. Com um traço simples e poderoso, o filme aborda temas como repressão política, liberdade individual e identidade cultural, mostrando o impacto dos grandes eventos históricos na vida de uma pessoa comum.
“Persépolis” é uma coprodução internacional (principalmente francesa) e foi banido no Irã devido às suas críticas abertas ao regime pós-revolução.
‘O vento nos levará’
Dirigido pelo mestre Abbas Kiarostami, o longa mostra uma equipe de filmagem que chega a uma remota vila curda. Eles fingem ser engenheiros enquanto esperam a morte de uma senhora centenária para documentar um ritual funerário local. O filme é uma reflexão poética sobre o choque entre o urbano e o rural, a vida e a morte, e a dificuldade de compreender uma cultura completamente diferente.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
