Embora fosse um dos favoritos por parte da crítica especializada ao Oscar de Melhor Filme Internacional, “O agente secreto” perdeu a estatueta que foi para o norueguês "Valor sentimental". A entrega do prêmio foi feita neste domingo (15/3), pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A escolha frustrou os brasileiros, mas o norueguês era mesmo o favorito, com nove indicações no total contra quatro de "O agente secreto". Em seu discurso, o diretor Joaquim Trier falou sobre os outros quatro filmes indicados na categoria. "São filmes importantes que refletem as crises do presente e do passado", afirmou. 

Antes de divulgar o vencedor do prêmio, o apresentador Javier Bardem afirmou: "não para a guerra e Palestina livre."

Os outros indicados na categoria foram “Foi apenas um acidente”, do iraniano Jafar Panahi, representando a França, que coproduziu o filme, já que o cineasta foi condenado a um ano de prisão pelo governo do Irã em dezembro passado; o espanhol “Sirât”, de Oliver Laxe; e o tunisiano “A voz de Hind Rajab”, de Kaouther Ben Hania.

No ano passado, o Brasil ganhou seu primeiro Oscar, com a vitória na categoria de “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva.

Ambientada no Recife, em 1977, em plena ditadura militar, a trama acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário perseguido por um industrial paulista, que retorna à cidade natal, na tentativa de reencontrar o filho pequeno, que vive com os avós. O filme chegou no início do mês à Netflix.

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Em cartaz nos cinemas brasileiros desde novembro e disponível na Netflix desde o último dia 7, o longa já ultrapassou a marca de 2,5 milhões de espectadores.

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