FILME/CRÍTICA

Novo longa do diretor de 'A freira' passa longe do bom cinema de terror

Assinado por Corin Hardy, 'O som da morte', em cartaz nas salas de Belo Horizonte, tem roteiro fraco e excesso de clichês

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Um close no apito que marca cada jogada de um agitado jogo de basquete. Assim começa “O som da morte”, novo trabalho de Corin Hardy, o mesmo diretor do cultuado (por alguns) “A freira”. Oito anos depois, Hardy lança este filme com roteiro de Owen Egerton; fraco que só.

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Frases pedantes são largadas a todo momento: “Todo mundo tem que morrer”, “A morte é implacável”, “Viver depende de você”. Tudo é forçado neste filme de terror cujos personagens evocam a pecha de satanistas.

No vestiário, duelando com a morte, aquele que aparentava ser o protagonista Mason, o Horse (Stephen Kalyn) morre carbonizado, incendiando uma maldição.

Meses se passam e um cachimbo, espécie de apito, artefato de valor histórico, entra na vida de Chrys (a eficiente Dafne Keen), recém-chegada à pequena Pellington, onde mora Rel (Sky Yang), o primo dela aficionado pelo heroico Revenger (o Vingador, de uma espécie de HQ).

Desencaminhados não faltam ao novo círculo de Chrys: de Noah (Percy Hynes White), jovem pastor que se diz “fã de Deus” e cultiva a venda de produtos para junkies de plantão, à fútil Grace (Ali Skovby), namorada do cínico Dean (Jhaleil Swaby), passando pelo perturbado professor Craven (Nick Frost).

Aos poucos, sabe-se que o cachimbo veio da Guatemala, emitindo som que tem ligação com uma frase precisa: “Invoque a sua morte”. Com destinos alterados pelo estridente apito do objeto asteca, as moças distribuem chutes a todo momento para se defenderem. A entrada em cena de Ellie (Sophie Nélisse) atiça a sexualidade de Chrys.

Mesmo que os demônios que atacam os personagens sejam esqueléticos e careçam de melhor acabamento, há algumas mortes assustadoras, como a do rapaz “atropelado” sem carro, além da grotesca violência no cenário da siderúrgica. Porém, é tudo muito bizarro e sem capricho.


Recorde

Lançado em 2018, “A freira”, derivado do universo da franquia “Invocação do mal”, bateu recordes de bilheteria no Brasil. Com três semanas de exibição (líder em todas elas), levou 4,4 milhões de pessoas aos cinemas, superando outro fenômeno, “It – A coisa”.

“A freira” foi o segundo filme dirigido pelo britânico Corin Hardy, que estreou com “A maldição da floresta”, lançado em 2015.


Semana do Cinema

Termina nesta quarta-feira (11/2) a campanha Semana do Cinema, com ingressos a R$ 10 (sessões antes das 17h) e R$ 12 em salas de exibição de BH. De acordo com a plataforma Ingresso.com, o número de bilhetes vendidos na última quinta-feira (5/12), primeiro dia da promoção, superou a abertura da campanha em 2025.

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Os filmes mais procurados no país são “A empregada”, “Zootopia 2”, “Avatar: Fogo e cinzas”, “O agente secreto” e “Destruição final 2”. (Com redação do EM)


“O SOM DA MORTE”


EUA, 2025, 100min. De Corin Hardy. Com Dafne Keen, Percy Hynes White, Ali Skovby e Nick Frost. Em cartaz nos cinemas dos shoppings BH, Boulevard, Cidade, Contagem, Del Rey, Estação BH, ItaúPower e Via Shopping.

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