Se eu fosse vivo... vivia”, quarto longa de André Novais Oliveira, um dos fundadores da produtora Filmes de Plástico, vai estrear no Festival de Berlim. O anúncio foi feito hoje (14/1). O longa foi selecionado para a mostra Panorama da 76.a. edição do evento.

A maior surpresa não foi exatamente a seleção, já que os curtas e longas da produtora mineira fundada em Contagem há muito circulam nos festivais europeus. A escritora Conceição Evaristo faz sua estreia no cinema como a coprotagonista, Jacira.

Rodado em 2024, quando a Filmes de Plástico completou 15 anos, “Se eu fosse vivo... vivia” foi influenciado pela morte da mãe do cineasta, a Dona Zezé, que atuou em alguns de seus filmes. O protagonista do longa é o pai do diretor, Norberto, que interpreta Gilberto.

A sinopse diz o seguinte: "Gilberto e Jacira prometeram envelhecer juntos – na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Até que a morte os separe."

Antes de filmar, Oliveira comentou com o Estado de Minas que o filme é uma mistura de gêneros: “Desde a ficção científica com um pouco de realismo fantástico. Parte da história pessoal, do luto pela minha mãe”, conta ele. Dona Zezé morreu em 2018 e também inspirou o nome da distribuidora Malute, que a produtora mineira criou. Malute era o nome que Norberto chamava a mulher.

A Berlinale será realizada de 12 a 22 de fevereiro. Além da produção mineira, o Brasil participa do festival com “A fabulosa máquina do tempo”, de Eliza Capai; “Quatro meninas”, de Karen Suzane; “Papaya”, de Priscilla Kellen; “Isabel”, de Gabe Klinger; e “Feito pipa”, de Allan Deberton.

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Essa última, produção cearense, traz no elenco Carlos Francisco, ator mineiro que interpreta o sogro de Marcelo (Wagner Moura) em “O agente secreto”.

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