Cleitinho

Carlos Moura/Agência Senado

Simôes

Edesio Ferreira/EM/D.A.Press

Zema

Marcos Vieira /EM/DA. Press
“Vamos ter surpresas nos próximos dias” – foi o que disse ex-prefeito Luís Eduardo Falcão ao encerrar o discurso na convenção de seu partido, Republicanos, no sábado (25). Cotado para ser vice na chapa de Cleitinho Azevedo, o líder das pesquisas para governador, Falcão falou em novidades em vez de confirmação dos rumos do senador.


Apesar de ser compreensível (missa de 7º dia do falecimento do irmão), a desculpa para não ir à convenção do partido se junta a outras menos justificáveis para sinalizar que Cleitinho não quer. Fosse o contrário, ele iria lá se pronunciar e até homenagear o parente, mas não foi, embora seu irmão gêmeo, Gleidson, tenha ido.


Como não foi, ficaram reforçados os sinais de que não entrará na disputa. Se não for candidato, com certeza, irá apoiar alguém que seja de seu campo político, da direita. O mais cotado para receber seu apoio é o ex-secretário de Zema, Marcelo Aro (PP), que era, até uma semana atrás, pré-candidato a senador na chapa de reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Agora, Aro quer ser governador.


O rompimento de Aro com Simões se deu, segundo Aro, pela presença do senador Carlos Viana (PSD), que pretende disputar a reeleição, já que são duas vagas ao Senado neste ano. Com relação à candidatura de Simões, Cleitinho guarda antipatias pelas críticas dele à sua trajetória e estilo.


O Republicanos aprovou, em sua convenção, que a aliança será feita com os partidos União Brasil e PP, que integram uma federação, e que apoiará Aro caso Cleitinho, como tudo indica, não dispute. A única chance de Simões aí são declarações anteriores do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmando que, se Cleitinho não for candidato, iria chamar para si a decisão pelos rumos do partido em Minas.

 

Kassab ignora Aro


A pressão, para uns, e blefe para outros, de Marcelo Aro não terá efeito sobre o PSD de Simões. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, disse a um interlocutor que a candidatura à reeleição do senador Carlos Viana é irreversível. Quem aposta na versão de balela, acredita também que a opção de Aro é “projeto de poder” e que já estava em gestação.

 

Dupla traição


Na avaliação de aliados do governador, os movimentos de Aro configuram dupla traição. A primeira infidelidade é à candidatura à reeleição de Simões, de quem era parceiro de chapa. A segunda seria ao pré-candidato presidencial Romeu Zema (Novo), já que o palanque dele deverá abrigar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Foi no governo Zema, como secretário de Governo, que Aro construiu seu “projeto de poder”.

 

Disputando com inimigos


Se for mesmo disputar o governo, Marcelo Aro enfrentará quatro inimigos políticos dos quais já foi aliado. São eles Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB), Jarbas Soares (PSB) e Mateus Simões. Apoiou Kalil, quando esse era prefeito de BH, depois rompeu. Após acordo para eleger Gabriel presidente da Câmara de BH, tentou cassá-lo em 2023. Com Jarbas, derrubou o candidato dele à sucessão no Ministério Público de Minas. Por último, o rompimento com Simões está se dando pela definição da chapa eleitoral.

Bombas contra Aro


Depois de integrar o governo Zema e assumir parceria com Simões por chapa eleitoral, Marcelo Aro terá dificuldade em construir narrativas contra a gestão deles. E mais, nos próximos dias, ‘bombas’ estão sendo preparadas para serem lançadas contra ele pelos “inimigos”.

 

Jarbas ‘senador’ de Patrus


O presidente estadual do PSB, Otacilinho Costa, e o pré-candidato a governador do partido, Jarbas Soares, voltam a se reunir, nesta segunda (27), com a presidente estadual do PT, deputada Leninha. O pré-candidato a governador petista, Patrus Ananias, também estará presente. Deverão ouvir dos pessebistas que aceitam integrar a chapa apenas como postulante a senador. A opção deixaria os pré-candidatos a deputados mais à vontade, sem a necessidade de vincular suas campanhas ao PT.

PDT descarta PT


“Totalmente descartado”. Foi o que disse à coluna o presidente estadual do PDT, Mário Heringer, sobre a possibilidade de o partido apoiar o PT na disputa estadual, com Kalil sendo candidato a vice ou a senador. “O momento de compor com o PT ficou no passado. Kalil nunca foi plano A, B, C,….Z do PT”, avaliou. Segundo ele, muitas fofocas foram divulgadas na imprensa. “O Kalil será candidato a governador de Minas. Isso não acontecerá se ele próprio desistir. E nisso eu não acredito”, disse, garantindo que ele terá o limite máximo de recurso previsto em lei. E mais que a chapa de deputados federais do PDT é melhor que a de 2022. “Não estamos isolados e mantemos boas conversas com diversos partidos”.

 

Greve na Fazenda estadual


Os auditores fiscais da Secretaria da Fazenda estadual aprovaram greve, a partir de 3 de agosto, após tentativas de negociação com o governo. Segundo eles, a mobilização é consequência de longo processo de desvalorização institucional da Secretaria, da falta de diálogo e da ausência de medidas voltadas ao fortalecimento da administração tributária. A combinação entre remuneração defasada, ausência de valorização e falta de perspectivas têm provocado perda de profissionais justamente em momento de profundas transformações trazidas pela Reforma Tributária. Nos últimos três anos, cerca de 130 funcionários deixaram a carreira e outros cerca de 200 se aposentaram entre 2024 e 2026.

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