Em Brasília, a perplexidade é geral com as eleições em Minas Gerais. A dois meses e 23 dias da votação de 4 de outubro, é o estado mais indefinido no país. Muitos criticaram a hesitação do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que, após um ano, recusou a candidatura a governador. Hoje, é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas, o mais cobrado.

A indefinição deles é a mesma que paralisa o PT de Lula, o PL dos Bolsonaros, os partidos dos pré-candidatos Mateus Simões, Jarbas Soares, Gabriel Azevedo e Alexandre Kalil. Há muitas intenções e poucos projetos, rumos e lideranças. Quando há um pré-candidato determinado, lhe faltam apoio político, alianças partidárias, fundo partidário e, por consequência, os vices.

Entre grandes partidos, o cenário é o mesmo. O União Brasil do prefeito Álvaro Damião (BH) e o PSDB de Aécio Neves ainda não sabem pra onde vão. Dia sim, dia não, o tucano mineiro vai de pré-candidato a senador, governador e até a presidente. Tudo somado, não se pode afirmar com certeza que apenas “Cleitinho está brincando com os mineiros”. Sem projetos, rumos e lideranças, todos irão decidir sob a pressão do calendário eleitoral.

 

Militares esperam Simões

Todas as sete entidades representativas dos policiais e bombeiros militares de Minas, de oficiais a soldados, vão apresentar uma carta compromisso com seis reivindicações dos servidores da segurança pública aos pré-candidatos a governador. Entre elas, a remuneração compatível com a atividade; a atualização monetária anual e o sistema de saúde e proteção social da categoria. O primeiro a recebê-la, nessa quarta (8), foi Gabriel Azevedo (MDB). Em seu estilo, ele adiantou o que daria pra fazer caso eleito. Estão agendados outros dois encontros com os pré-candidatos Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD). Esse último é o mais esperado e em um clima acirrado. A relação dos militares com o atual governo é muito tensa e nervosa, desde que o então governador Zema (Novo) concedeu e vetou, em 2019, reposição salarial para toda a tropa.

De Brant para Rodrigo de Castro

O que diria o ex-vice-governador Paulo Brant (hoje, no MDB) para o deputado federal e presidente estadual do União Brasil, Rodrigo de Castro, diante das articulações políticas recentes? Há informações de que a possível aproximação do União com o governador e pré-candidato a governador Mateus Simões (PSD) faria de Castro o candidato a vice na chapa oficial. Como Castro, Brant também foi tucano e chegou a ser vice no primeiro mandato do então governador Romeu Zema, mas acabou sendo ‘apagado’ por ele. Em agosto de 2022, Zema exonerou todos os funcionários do gabinete de Brant. “Vice só existe para substituir eventualmente o governador. Tudo que o vice faz depende do governador”, apontou Brant.

Bets assediam em ônibus de BH

Cresce a pressão sobre o prefeito Álvaro Damião para que determine a retirada de publicidade de bets dos ônibus do transporte coletivo. A linha 2103, Prado-Anchieta, por exemplo, exibia, na última terça, cartazes afixados em todas as cadeiras, normalizando e estimulando as apostas. Deixava apenas uma advertência: “Se deixar de ser diversão, pare. Jogue com responsabilidade”. E um aviso: “é proibido recursos dos beneficiários do BPC, Bolsa Família”.

Defensoria entra no jogo

Foi preciso de ações como a do vereador Wagner Ferreira (Rede) e da deputada Macaé Evaristo (PT) para um basta na escalada de abusos das bets. A Defensoria Pública de Minas acionou a Prefeitura pela retirada da propaganda. “A exposição massiva a esse tipo de publicidade, especialmente em um serviço público essencial, atinge principalmente quem já vive em situação de maior vulnerabilidade, como crianças, adolescentes, pessoas idosas e famílias de baixa renda”, sustentou Macaé.

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Na quarta (1º), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Alencar Silveira, propôs, em sessão do pleno, que a ludopatia seja incluída na fiscalização das ações do poder público no plano anual de controle do tribunal. “Essa iniciativa permite a este tribunal contribuir no aperfeiçoamento de uma política pública para a proteção da saúde da população diante desse novo desafio”, defendeu Silveira.

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