De um lado, o pré-candidato à reeleição e presidente Lula (PT) tem atuado como quem prefere ter como rival, no segundo turno, o bolsonarista 01, Flávio Bolsonaro. Já os aliados e concorrentes dele nada fazem a não ser seguir a cartilha do bolsonarismo, por meio do antipetismo, onde o clã Bolsonaro chegou primeiro. Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ainda não acharam o rumo.
Se uns agem por gravidade, Lula age por estratégia. Basta contar integralmente, ou o restante dessa história do patrocínio do tal filme que não fica de pé. Esse não é só um episódio de campanha como outros. O tucano Aécio Neves sabe o que representa isso, depois que foi gravado pedindo R$ 2 milhões para um empresário ainda atuante nos dias atuais. Flávio pediu, e confirmou que o fez, nada menos do que R$ 135 milhões pra fazer um filme de categoria B e ainda contratar um escritório de advocacia nos EUA por R$ 2 milhões. A desfaçatez é tamanha que o mesmo escritório assessora o irmão 03, Eduardo Bolsonaro.
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A história não está mal contada, apenas incompleta. O dia em que a Polícia Federal liberar outros vídeos/áudios, Flávio vai cair de maduro. Os argumentos de que os recursos eram privados serão inúteis diante do fato consumado, o dinheiro veio do crime organizado por Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master.
Zema e Flávio fingiram bem
Três presidenciáveis do campo político da direita se encontraram em BH durante a chamada Megaleite. Não se trata de união deles em torno de uma candidatura única. A vaidade não permite projetos maiores do que qualquer um deles. O encontro serviu, pelo menos, para reduzir as tensões entre eles, especialmente entre Zema e Flávio, que andaram trocando farpas, pelas críticas do primeiro ao envolvimento dos Bolsonaros com Vorcaro. Tudo somado, Zema e Flávio fingiram bem e não demonstraram o ressentimento entre eles.
Tarifaço eleitoral
Esta é a terceira tentativa de interferência norte-americana na política interna brasileira, política e econômica, e agora, eleitoral. Há um ano exatamente, Donald Trump anunciou tarifaço contra o Brasil e o mundo, o que, em alguns casos, chegava a 50%. Foi preciso um grande esforço da diplomacia brasileira e da aproximação de Lula com Trump para reverter a medida. O brasileiro saiu ganhando politicamente.
Na semana passada, o pré-candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, esteve lá nos EUA, onde, junto com seu irmão, se reuniu com Trump. Saiu de lá comemorando a decisão de classificar as organizações criminosas do Brasil, como o PCC e o CV, como organizações terroristas. De acordo com sua versão, a pedido deles.
Se isso fosse eficiente, os EUA já teriam acabado com as máfias chinesas, russas e de outras origens que dominam a criminalidade e infernizam a vida em Nova York, por exemplo. Uma semana depois da visita de Flávio, os mesmos EUA anunciam novo tarifaço de 25%. Desta vez, Flávio não comemorou e disse que até pediu para que não fizessem isso, ou seja, sabia o que estavam armando e não teve forças para impedir.
Jarbas será o nome do PSB
Para não perder o status de cabeça de chapa com a recusa de Rodrigo Pacheco, o PSB decidiu, por estratégia, ter candidatura própria. Anunciou que fará uma prévia entre seus membros para escolher um dos quatro pré-pré-candidatos: Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas, os empresários Josué Gomes (Alencar) e Clésio Andrade e o ex-presidente da AMM, Julvan Lacerda. O nome de Jarbas é o mais determinado entre eles.
Gabriel Azevedo, o midiático
O pré-candidato a governador pelo MDB, Gabriel Azevedo, está na vitrine como ele gosta. Um dia aparece em fotos com o pré-candidato da direita, Cleitinho Azevedo (Republicanos). No dia seguinte, a foto é com o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Quem é Gabriel e o que ele quer? Como está no MDB, a natureza escorpiônica desse partido é conhecida: vai morder o sapo.
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