Além de Simões, Kalil quer copiar o modelo Fuad
"Na eleição municipal de 2024, o então prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), foi reeleito em cenário semelhante, em alguns casos, aos desses dois pré-candidatos"
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Cada campanha tem uma marca, mas ela nem sempre se repete na disputa seguinte. Ainda assim, alguns candidatos querem copiar modelos exitosos da última eleição. Os pré-candidatos Mateus Simões (PSD), atual governador, e Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de BH, estão se guiando, cada um de seu jeito, pela campanha de Fuad.
Na eleição municipal de 2024, o então prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), foi reeleito em cenário semelhante, em alguns casos, aos desses dois pré-candidatos. Simões avalia que se o governo que dirige tem 58% de aprovação, segundo dados da própria gestão, sua futura candidatura poderá ganhar aprovação maior do que a atual (4%). Bastaria fazer igual a Fuad, ou seja, vincular o desempenho da gestão à pessoa física e política do gestor.
Diante disso, o governador pôs a máquina para andar. No campo da gestão, está levando o governo para as cidades polo, reduzindo o desconhecimento a seu respeito nas diversas regiões. Na comunicação, atua em duas frentes: protagonizou a propaganda partidária em 40 inserções de 30 segundos no horário nobre da TV e a oficial.
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Simultaneamente, entrou no ar a campanha de governo com balanço da gestão, contando o que está fazendo já que, a partir de 4 de julho, estará impedido pela legislação eleitoral. Durante cerca de 40 dias, até o final do mês de junho, os mineiros assistirão a inserções que contam ações na saúde, educação, segurança e transporte sob nova orientação. Agora, o mote não é mais “estado eficiente” nem o “trem prospera”; adotaram um tom conservador, porém descomplicado e menos arrogante: “Minas é pra frente”.
Com a soma de uma e outra campanha, avaliam que Simões poderá chegar em julho aos dois dígitos na pesquisa eleitoral, colocando-o no jogo. As entregas dele não são, no entanto, tão significativas quanto às de Fuad, mas esperam mexer com a atenção do mineiro.
Já Alexandre Kalil quer sustentar pontuação que o leve ao 2º turno, atraindo a esquerda por gravidade, como fez Fuad, ao investir no chamado voto útil e sem receber o carimbo dos petistas.
Kalil contrata marqueteiro
Com pouco tempo de TV na futura campanha, Kalil começa a se mexer. Já está apalavrado com o marqueteiro paulista Pedro Santos, o mesmo que participou da disputa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, em 2022. A coordenação geral será da jornalista Amália Goulart. O estilo adotado é contraponto a Cleitinho e Simões: “Tem gente que fala e tem gente que fez”. E mais: “Eu prefiro consertar o buraco em vez de sentar em cima dele”.
Edinho ganha ‘chega pra lá’
Depois de anunciar que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) não será candidato a governador, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, levou dois puxões de orelha. O primeiro foi dado por ministros próximos a Lula, ao afirmarem que “Edinho fala demais”. O segundo foi dado pela presidente do PT mineiro, Leninha, que o avisou que os assuntos de Minas são resolvidos em Minas. Em ambos os casos, o recado dado é que quem fará o anúncio sobre as negociações com Pacheco será o presidente Lula. A ordem é esperar.
Flávio é o ‘preferido’ de Lula
Desde o início da crise envolvendo o pré-candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, com o banco Master, os ataques foram disparados pelo fogo amigo, Romeu Zema e Ronaldo Caiado (PSD). O principal rival, Lula, pouco explorou, sinalizando que prefere o filho 01 como rival. Por mais que perca apoio, Flávio manterá os 25% do bolsonarismo raiz, que não o abandonarão.
Quem conhece Zema não o apoia
O pré-candidato presidencial do Novo, Romeu Zema, bomba nas redes sociais, mas não muda seu desempenho nas pesquisas para presidente. A primeira fase, da pré-campanha, pouco o ajudou ao atacar o STF e Flávio Bolsonaro e, agora, na 2ª fase não terá tempo de TV e rádio para se comunicar. Em Minas, onde seu governo alcançou mais de 50% de aprovação e é muito conhecido, ele não pontua bem.
Procurador assumirá a PBH
Com a nova viagem internacional do prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), aos EUA, que sediarão a Copa do Mundo, deverá assumir o comando da prefeitura o procurador de BH, Flávio Freire Oliveira. Ele tornou-se a linha sucessória imediata na capital, já que o prefeito não tem vice e o presidente da Câmara, Juliano Lopes, é pré-candidato a deputado estadual e não pode assumir. É bom que o prefeito reduza o tempo de viagem, porque se for maior do que 15 dias, terá que ter autorização da Mesa Diretora da Câmara, onde tem maioria apertada.
AMM vai mapear deputados
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Após a omissão de alguns dos 53 deputados federais e dos 3 senadores perante a defesa dos municípios, a Associação Mineira de Municípios (AMM) decidiu criar o Ranking Parlamentar Municipalista Mineiro. O indicador vai dizer quem apoia ou não os prefeitos mineiros. “Vamos mapear as votações, estabelecer uma pontuação, ranquear os mais afinados com as prioridades dos municípios e mostrar quem são, de fato, os parlamentares municipalistas que merecem o nosso apoio”, anunciou o presidente da AMM e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
