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Entre ruídos e críticas de aliados, o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) reafirma que “será a voz de Lula em Minas” na campanha de reeleição. E mais, que tem o aval de Gilberto Kassab, presidente nacional de seu partido, o PSD, que, em Minas, virou legenda de oposição a Lula e à sua pré-candidatura de reeleição. Para desgosto de petistas, ele tem aval também do presidente da República.
Declarações feitas por Silveira, no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia – Óleo e Gás, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro (RJ), causaram críticas e até um manifesto anônimo contra ele. O ministro chamou o governador Mateus Simões (PSD) de “rapaz muito preparado” e “muito decente”. No mesmo evento, em outro momento, Kassab disse que Silveira está liberado para continuar ministro e apoiar Lula apesar da guinada mais à direita do partido deles em Minas.
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“No caso do Silveira, ele na época se afasta do partido porque sabia que lá em Minas nem todos acompanhavam o Lula. Eu vou achar muito estranho se ele não apoiar o presidente Lula, está sendo um grande nome, não vejo nenhum problema”, reforçou Gilberto Kassab.
Aliados avaliam que o ministro seria a ponte de Kassab com o governo Lula. Mais do que dividido, o PSD convive bem com as divergências. No Rio de Janeiro, por exemplo, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes é pré-candidato a governador pelo partido e é aliado de Lula. A fala de Silveira incomodou aliados petistas e do senador Rodrigo Pacheco, que deixou o PSD pelo PSB, e é o nome preferido pelo líder petista para ser o futuro candidato a governador.
Manifesto contra o ministro
Ninguém assumiu publicamente as críticas a Silveira nem mesmo a autoria de um manifesto que circula no meio político, chamando-o de traidor e pedindo sua demissão. De acordo com o texto, o documento que não é assinado teria sido feito por lideranças da federação PT, PV e PCdoB, membros do diretório nacional e estadual do PSB e da bancada do PSB no Senado. Os dirigentes consultados negam a participação.
No texto, essas lideranças manifestam profunda insatisfação, indignação e o “reconhecimento da perda total das condições políticas para a permanência do Sr. Alexandre Silveira no cargo de ministro de Minas e Energia”. A nota ainda aponta flertes dele com o bolsonarismo: “Como senador, ensaiou ser líder do governo Bolsonaro, demonstrando que sua bússola política aponta apenas para onde reside o poder momentâneo”. Tudo somado, chateados com a proximidade de Silveira junto ao presidente, os petistas tentam atrapalhar as articulações de Lula.
Modelos de pré-candidatos
Existem tipos estranhos de pré-candidatos a governador. Uns viajam para o exterior, outros para o interior mineiro e alguns deixam pra depois ou ficam só nas redes sociais. O pré-candidato a governador Rodrigo Pacheco (PSB) combinou com seu possível pré-candidato a vice, Jarbas Soares, de iniciarem viagens pelo estado no próximo mês. No cargo de pré-candidato à reeleição, Simões até mudou a sede do governo para as cidades polo.
Briga pelo apoio do União
Mateus Simões e Rodrigo Pacheco estão brigando pelo apoio do partido União Brasil. Simões dava como certa a aliança; Pacheco articula também. Na dúvida, ambos aguardam os efeitos da delação premiada do ex-presidente do banco Master, Daniel Vorcaro, para ver se a aliança vale a pena.
Impositivas terão controle
De autoria de 59 dos 77 deputados estaduais, a PEC 61/26 foi aprovada na terça (7), na Assembleia, alterando os percentuais de recursos do Orçamento do estado destinados às emendas impositivas e definindo regras mais rigorosas e de transparência na aplicação. O montante de recursos destinados às emendas individuais de 2% cai para 1,55% da receita corrente líquida (RCL) realizada no exercício fiscal anterior. Igualmente, o montante de execução das emendas de blocos e bancadas foi modificado. Atualmente, o percentual é de 0,0041% da RCL para cada deputado de bloco ou bancada. A PEC pretende destinar 0,75% da RCL, sem o limite individualizado. As mudanças adequam as regras às decisões recentes do STF, retirando peso das decisões individuais e fortalecendo as coletivas. Todas as emendas devem ter a execução e destino detalhados em meios eletrônicos públicos. Antes, não havia controle algum e eram transferidas sem uma finalidade ou beneficiário devidamente identificado.
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TRE elege novo comando
Antes das eleições gerais do próximo dia 4 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas elege, nesta segunda (13), sua nova direção. Sem disputa interna, será eleito o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, atual vice, como presidente e, para a vice e corregedor, o escolhido é o desembargador Sálvio Chaves. Eles tomarão posse no dia 8 de junho e irão dirigir as maiores eleições da história em M inas, na escolha do presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
