A futura candidatura presidencial do ex-governador Romeu Zema (Novo) mantém o risco de asfixiar a de reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Hoje, Simões vive uma espécie de “escolha de Sofia”, dividido em três pré-candidatos presidenciais. Além do próprio Zema, os futuros candidatos de seu partido, o PSD, e o do bolsonarismo aliado. Possivelmente, seu partido lançará o governador goiano Ronaldo Caiado à Presidência. E o PL terá Flávio Bolsonaro, o filho 01 do ex-presidente.

Boicotar Caiado não seria difícil para Simões em favor de aliança com Flávio, mas não poderia fazer o mesmo com Zema pelas ligações pessoais e políticas que os unem. Sem ter um candidato presidencial em seu palanque, Simões ficaria sem rumo e veria Flávio incentivar a candidatura do principal concorrente, Cleitinho Azevedo (Republicanos), para ter palanque em Minas.

 

A favor de Simões, restará a possível desistência de Zema, para tornar-se vice, especialmente de Flávio. Resolveria os problemas dele. Quando constatar que, sem tempo de TV e rádio, não poderá prosperar, o ex-governador poderá jogar a toalha. Por outro lado, a desistência dele seria uma sentença de morte para o partido Novo, que precisa vencer a chamada cláusula de barreira (votação mínima no país).

Como será a ALMG com Mateus Simões governador

Cliques não viram votos

Tudo por um clique. Já ficou provado que cliques não se transformam em votos. Ainda assim, o novo governador quer levar as redes sociais para as ruas. E mais, está constrangendo o jeito Zema de administrar ao adotar outro estilo. Nos dois primeiros dias como titular, Simões visitou um hospital e um presídio, identificando falhas grosseiras de gestão. Inicia hoje um modelo itinerante de administrar para valorizar o interior mineiro, onde vivem, segundo ele próprio, 80% dos eleitores. Zema desconhecia tais problemas, assim como o próprio Simões, que se dizia coordenador geral do governo?

Kassab fica com a brocha

O chamado de grande articulador nacional perdeu o timing. Em vez de protagonista, o presidente nacional do PSB, Gilberto Kassab, acabou com a brocha na mão. Depois de atrair para o seu partido três presidenciáveis, bem avaliados em seus estados, Kassab ficou sabendo da desistência de Ratinho, governador do Paraná, pela imprensa. E, agora, o mesmo Kassab terá que anunciar, não por escolha própria, o nome do governador goiano, Ronaldo Caiado, como candidato presidencial do PSD. Não tem escolha.

A não ser uma terceira quando lhe for feita uma pergunta: vai bancar uma candidatura presidencial de mais de R$ 100 milhões. Caso não queira, lhe restará desistir também e não lançar candidato algum, fechando o robusto cofre partidário.

Dois magistrados disputam o TJMG

Terminou nessa quarta (25), o prazo para registro de candidaturas à presidência do Tribunal de Justiça de Minas ao biênio 2026-2028. São candidatos os desembargadores Maurício Soares e Vicente de Oliveira, atual superintendente administrativo-adjunto do Tribunal. Será uma campanha curta de só 32 dias, mas as articulações e conversações estão sendo feitas desde o início do ano. As eleições serão realizadas no dia 27 de abril próximo e o escolhido será o mais votado em turno único.

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Ato para salvar a AMI

Será lançado na segunda-feira (30) um manifesto público, com mais de mil assinaturas, pelo resgate de uma das mais importantes instituições mineiras: a Associação Mineira de Imprensa. O evento será na Academia Mineira de Letras na próxima segunda-feira (30), às 11h, para reforçar a ação judicial com o mesmo objetivo. Fundada em 1921, a associação, ou AMI, que já teve presença marcante na capital, teve sua sede abandonada e trancada por golpistas que usam suas dependências para destinações estranhas à sua vocação. Desde 2015, profissionais da imprensa e de outras áreas de comunicação tiveram acesso e participação proibidos.

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