Gerdau registra Ebitda de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2026
Lucro líquido ajustado chega a R$ 1,5 bilhão, e dividendos somam R$ 879 milhões; Samarco destaca avanços na reparação do Rio Doce, e setor mineral debate acesso ao mercado de capitais
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A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com Ebitda ajustado de R$ 3,8 bilhões e margem de 20,2%. Entre julho e setembro, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão, receita líquida de R$ 18,7 bilhões e vendas de 2,9 milhões de toneladas de aço. O desempenho foi impulsionado pelas operações na América do Norte, que seguem apresentando resultados financeiros e operacionais sólidos.
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Segundo Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, a companhia segue avançando na readequação de seus ativos no Brasil, com foco no fortalecimento da produtividade e da rentabilidade, mesmo diante de um cenário de mercado pressionado pelas importações de aço. Com 125 anos de história, a empresa possui 28 unidades produtoras de aço, sendo 13 na América do Norte, e emprega cerca de 30 mil pessoas.
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Os investimentos da Gerdau somaram R$ 955 milhões no terceiro trimestre, sendo 55% destinados a projetos de expansão e atualização tecnológica e 45% à manutenção das operações. Para 2026, a companhia prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões. A siderúrgica também anunciou a distribuição de R$ 879 milhões em dividendos, considerando os pagamentos previstos pela Gerdau S.A. e pela Metalúrgica Gerdau S.A., em dezembro.
Samarco destaca avanços na reparação às vésperas de dois anos do Novo Acordo do Rio Doce
Às vésperas de completar dois anos da homologação do Novo Acordo do Rio Doce, a Samarco destaca os avanços nas ações de reparação e compensação, que somam R$ 82,6 bilhões desde 2015, considerando os recursos executados pela companhia e demais instituições envolvidas. Entre as entregas estão as obras concluídas nos distritos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu, em Mariana, com 395 edificações finalizadas, incluindo 22 bens públicos. Homologado em novembro de 2024, o Novo Acordo prevê R$ 170 bilhões em recursos e obrigações.
“Os avanços mostram que os compromissos assumidos estão se transformando em entregas concretas, seja na reconstrução das comunidades, na recuperação ambiental, nas indenizações ou nos investimentos públicos. Ainda há um caminho importante pela frente, mas é por meio desses resultados que a confiança é gradualmente reconstruída”, afirma Rodrigo Vilela, presidente da Samarco.
Mineração busca ampliar acesso ao mercado de capitais
O financiamento de projetos minerais e a aproximação com o mercado de capitais estiveram entre os destaques do Invest Mining Summit 2026, realizado em São Paulo. O evento reuniu representantes da mineração, investidores e instituições ligadas ao desenvolvimento mineral, com foco na ampliação das oportunidades de investimento no setor.
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Durante o encontro, Julio Nery, diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), defendeu a ampliação das alternativas de financiamento para novos empreendimentos minerais. O executivo também destacou a importância do diálogo com as comunidades e da construção de relações de confiança para garantir o crescimento sustentável da mineração brasileira.
R$ 2 bilhões
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.