Com o início do período úmido no Sudeste e no Centro-oeste e a elevação do nível dos reservatórios das hidrelétricas da região, que respondem por cerca de 70% da capacidade de geração hídrica do país, e com a necessidade de se evitar pressão da energia sobre a inflação, a bandeira verde na conta de luz voltou a vigorar a partir do início de outubro. Em todos os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) o nível geral dos reservatórios está acima de 50%. Ou seja, eles estão em bom nível no início das chuvas e se as mesmas mantiverem o nível deste novo ciclo úmido, a situação permanecerá confortável e a bandeira verde deve vigorar até o primeiro trimestre do próximo ano, aliviando a conta de luz dos brasileiros. No Sudeste/Centro-Oeste, as usinas estão com 56,03% da capacidade de armazenamento; no Sul, com 80,90%; no Nordeste com 67,3%; e no Norte as hidrelétricas estão com 70,41%.
Os três maiores reservatórios do Sudeste/Centro-oeste começam o período chuvoso com bom nível de armazenamento. O reservatório da usina de Furnas, que representa 17,12% da capacidade de energia armazenada do subsistema, está com 61,99% de água. Já Serra da Mesa (17,24%) está com 46,42% e Emborcação, que representa 10,69% da capacidade do subsistema, está com 55,33%.
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Os reservatórios, na avaliação de Walter Fróes, CEO da CMU Comercializadora de Energia, “estão em muito boas condições se você comparar com anos anteriores e isso nós devemos muito também, uma parte desse volume razoável, hoje, ao 'curtailment' que tem acontecido, ou seja, essa restrição de geração de outras fontes não solares está ligado a essa questão. Também observamos um volume ótimo de chuvas.”
O alívio com a bandeira verde foi comemorado pela indústria mineira. Isso porque a mudança ocorre depois de cinco meses em que a bandeira amarela esteve em vigor. “A medida anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elimina a cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Com isso, a redução média estimada na conta de luz será de 2% em relação ao valor de setembro”, diz a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
“A volta da bandeira verde favorece a competitividade da indústria mineira e reduz o peso do custo de energia no orçamento das famílias. No entanto, a transição para o período chuvoso precisa ser acompanhada de perto, especialmente pelos possíveis reflexos do El Niño nos últimos três meses do ano”, analisa o coordenador de Mercado de Energia da Fiemg, Sérgio Pataca. “A expectativa que eu tenho, muito grande, é de chuvas muito boas para suprir os reservatórios para termos condições de retomar a migração para o mercado livre varejista de energia, porque foi impossível este ano agregar clientes à carteira”, reforça Walter Fróes.
Para os consumidores residenciais, que só a partir de novembro terão acesso ao mercado livre de energia, continua valendo o conselho de economizar. De acordo com o engenheiro de Eficiência Energética da Cemig Welhiton Adriano de Castro Silva, a ausência de cobrança adicional não deve ser interpretada como um incentivo ao aumento do consumo. “A bandeira verde significa que não haverá cobrança adicional referente ao sistema de bandeiras tarifárias, mas o consumidor continua pagando pela energia que utiliza. Por isso, independentemente da cor da bandeira, controlar o tempo de utilização dos equipamentos e evitar desperdícios são atitudes importantes para manter a conta de energia sob controle”, explica o engenheiro.
Indústria
3,5%
Foi a queda no faturamento das fábricas brasileiras do setor de transformação em agosto, segundo os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria. No ano a queda é de 0,2%
Eletrificados
O mercado brasileiro de veículos eletrificados leves ultrapassou o marco histórico de 1 milhão de unidades vendidas. Com os 53.126 emplacamentos registrados em setembro, a série histórica da ABVE Data, que acompanha o segmento desde janeiro de 2012, passou a somar 1.003.310 veículos eletrificados leves. Ao fim de agosto, faltavam menos de 50 mil unidades para o primeiro milhão, volume superado ao longo do mês.
Gás hospitalar
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Quase seis anos após a crise de oxigênio que colocou Manaus no centro de uma das situações mais críticas da pandemia no Brasil, o Amazonas receberá um investimento de R$150 milhões para ampliar sua capacidade de produção e abastecimento de gases medicinais. A Gases da Amazônia, empresa do Grupo Bringel, terá operação 24 horas e deve gerar mais de 60 empregos diretos.
