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MIAMI – A Espanha é bicampeã do mundo, com gol de Ferran Torres, na segunda etapa da prorrogação. O time espanhol massacrou do começo ao fim, mas teve dificuldades em fazer gols, pois o goleiro Dibu estava inspirado. Os argentinos não chutaram a gol e os espanhóis enfileiraram uma quantidade gigantesca de gols perdidos. No fim, prevaleceu a justiça e a equipe que procurou o gol o tempo todo, acabou premiada. Messi se despede de sua última Copa do Mundo sem ser artilheiro e sem a taça e sem a ajuda de seu melhor amigo: Gianni Infantino, que dessa vez, nada pôde fazer.
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Uma infecção intestinal me tirou da cobertura da final da Copa do Mundo. Medicado num hospital aqui de Miami, entrei no antibiótico e na hidratação, mas não deixei de trabalhar. Acompanhei o jogo pela TV e escrevi esta coluna em cima de tudo o que vi. Nunca neguei que em 2022, torci por Messi, mesmo detestando a Argentina. Mas esse “ET” merecia ser campeão do mundo. Ontem, não. Os argentinos não nos respeitam, queimaram bandeira brasileira e acham que são superiores a nós. Vivem cometendo atos racistas contra o nosso povo, embora os espanhóis também sejam racistas, principalmente, contra Vini Júnior.
Deixando esse mau comportamento e crime de lado, falando do jogo, eu esperava ver a França na Final, mas, a Espanha foi consistente, coerente e praticou um futebol regular durante todo o torneio. De um lado o jovem Lamine Yamal, 19 anos. Do outro, Messi, que deu banho no jovem, quando ele era um bebê, com 20 anos a mais que seu adversário. Coisas que só o futebol pode proporcionar.
Como o presidente, Donald Trump, estaria no evento, os jornalistas sofreram para entrar no estádio. Uma fila gigantesca e uma espera de mais de 3 horas, para checagem, vistoria e fiscalização. Quando o serviço secreto entra em ação, é assim que funciona. Passei por isso no sorteio da Copa, em Washington, quando fiquei 3 horas na fila, sob neve intensa, até entrar no Kennedy Center.
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Com a bola rolando, um primeiro tempo fraco, onde a Argentina nem chegou perto do gol da Espanha, mas Lamine Yamal teve a bola do jogo, cara a cara com Dibú, e chutou fraco, em cima do goleiro argentino. Para uma final de Copa do Mundo, deixou a desejar, talvez pelo medo de perder, que sempre tira a vontade de ganhar. A esperança era de um jogo mais aberto, na fase final.
E o segundo tempo começou no mesmo ritmo. A Espanha mantendo a maior posse de bola e a Argentina com uma postura bastante defensiva. Nos 22 minutos, antes da parada para hidratação, os espanhóis criaram umas 4 finalizações perigosas, contra nenhuma da Argentina. Aliás, o time de Messi parecia uma equipe pequena, com postura covarde, sem dar um chute a gol. A Espanha precisava transformar sua superioridade em gols. O tempo foi passando, Enzo Fernandez, expulso, e a última bola foi a cobrança de falta de Yamal, que Dibu espalmou. 0 a 0 no tempo normal, vamos à prorrogação. E nos primeiros 15 minutos, a Espanha continuou a perder gols.
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Restavam os 15 minutos finais para os espanhóis decidirem ou irem para as penalidades: 19 chutes da Espanha ao gol. Zero da Argentina. Cruzamento da direita, Nico Willians cabeceia para trás e Ferran Torres fuzila para fazer Espanha 1 a 0. A justiça estava feita. A Espanha teve outras grandes oportunidades, mas se tornou bicampeã mundial com 1 a 0 mesmo. Dessa vez, A arbitragem e Gianni Infantino não puderam ajudar os “hermanos”.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
