Se Messi for bicampeão do mundo, em três finais, será maior que Pelé?
O que Messi fez nesta Copa e em toda a sua carreira já o torna, no mínimo, semelhante a Pelé, como maior de todos os tempos
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Nova York (EUA) – Quem tem Messi, tem tudo. Ele é o homem da Copa, perdendo ou ganhando a taça. Se vencer, terá disputado três finais – 2014, 2022 e 2026 –, e poderá se tornar maior que Pelé. Sim, para os mais jovens, esse é o sentimento. Pelé ganhou duas Copas, e não três, pois em 1962 ele saiu machucado e não ajudou o time em nada. Em 1958 e 1970, sim, foi tão genial quanto Messi. Eu tenho 66 anos e só vi Pelé jogar em 1970, pela tevê, quando eu tinha 10 anos.
Pelé abandonou a Seleção após a Copa de 1970 e veio jogar aqui nos Estados Unidos. Ou seja: vi muito pouco do Pelé e tudo do Messi. Até mesmo eu ou quem é da minha idade pode, sim, comparar Messi a Pelé. Confesso que jamais imaginei isso, mas tenho que reconhecer. O que esse cara fez e faz, aos 39 anos, é coisa de outro mundo, além de ser um homem de família, ter um caráter ímpar e ser um cara do bem.
Não adianta invejarmos. Os argentinos têm vergonha na cara, têm raça e, acima de tudo, amor à sua seleção e à sua pátria, coisa que os jogadores brasileiros já perderam há tempos. A CBF é uma entidade desmoralizada, sem credibilidade, com um “fantoche” na presidência, segundo denúncias. Fosse ele um cara de pulso, teria determinado que o técnico Ancelotti e seus jogadores voltassem no avião fretado, para darem satisfação ao povo brasileiro.
Cada um debandou para onde quis. Uns para os balneários europeus, outros, como Neymar, na Disney, e por aí vai. Um bando em campo na Copa, que se desintegrou e mostrou ao mundo que somos uma seleção de segunda ou terceira linha do futebol mundial. Não somos mais da prateleira de cima. Isso fica com Argentina, Espanha, França, Inglaterra. Até Cabo Verde, debutante em Copa, honrou mais seus país que os nossos jogadores.
Teremos neste domingo (19/7) uma grande decisão. A Espanha sempre foi apontada como uma das favoritas, não por mim, mas por muitos, e confirmou isso. A Argentina eu sempre apontei e até vislumbrei uma final com a França, repetindo 2022, mas, os franceses sucumbiram diante dos espanhóis.
Não acho que a Espanha seja mais time que a Argentina. Para mim, 60% de favoritismo para o time de Messi e 40% para a Espanha, justamente porque a Argentina tem esse “ET” chamado Messi. Sei que os argentinos são racistas e eu odeio racistas. Mas não podemos generalizar. Messi merece todas as honrarias, por tudo o que fez e faz pelo futebol.
Lamine Yamal tem apenas 19 anos e deverá brilhar em outros Mundiais. Já Messi, esse vai dançar seu último tango, e, muito provavelmente, com outra atuação de gala. Já não me importa quem será o campeão. O que Messi fez nesta Copa e em toda a sua carreira já o torna, no mínimo, semelhante a Pelé, como maior de todos os tempos. Eu me rendo a ele, ao seu futebol, à sua genialidade.
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Não gostaria, mas, teremos que aturar a Argentina tetracampeã do mundo e Messi bicampeão, consecutivamente. Os deuses do futebol estão sempre ao lado dele, pois é gênio da bola e um cara do bem demais. Feliz da Argentina que tem esse ídolo, pois no Brasil não temos mais ídolo nenhum. Façam suas apostas: Espanha ou Argentina? A minha já está feita e será, infelizmente, no time que tem amor à pátria, raça e que nunca desiste da bola!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
