Miami – Os mesmos “entregadores de sempre” continuam na Seleção Brasileira e na semana da estreia contra o Marrocos o técnico Carlo Ancelotti ainda tem dúvidas para escalar o time. Marquinhos, que nos entregou em duas Copas, está prontinho para nos entregar na terceira. Bicampeão europeu, dirão alguns. É verdade. Jogador de clube e não de seleção. O mesmo podemos dizer do goleiro Alisson, que não faz uma defesa difícil. Quando Marquinhos entregou a “paçoca” para o atacante do Egito, ele poderia fechar o ângulo, a bola bater nele, enfim, fazer o que fez o goleiro egípcio. Porém, Alisson é um goleiro que os boleiros batizaram de “chama gol”, pois o que vai no gol entra, e ele não faz uma defesa difícil. Casemiro é um ex-jogador em atividade, que não consegue marcar ninguém, a não ser na falta, na porrada. Alex Sandro é uma vergonha, assim como Danilo, do Flamengo, Paquetá e Fabinho. Qual é a história desses caras na Seleção? História de fracassos.

Conversei com um grande treinador, recentemente, que me disse: “se o Ancelotti fosse brasileiro, não estaria no comando da Seleção, pois os números dele são horríveis”. E disse mais: “Casemiro marca com os olhos, não acompanha ninguém, e não tem ao seu lado Modric e Kross”. É verdade. Ancelotti tem a chance, com o corte de Wesley, definido ontem – Éderson, atualmente jogador da Atalanta (Itália) foi convocado para o– de corrigir a “cagada” que fez ao não levar o único 10 de verdade, Matheus Pereira. Como ele tem Ibanhez, Fabinho e o péssimo Danilo, que jogam de lateral-direito, poderia repensar isso. Não temos um jogador com a característica de MP, e, dessa forma, poderia mudar o jeito de jogar, colocando alguém mais cerebral, mais técnico e de qualidade. Ancelotti se rendeu à velha “panela” e se o jogador atua no exterior é chamado. Se joga no Brasil, as chances são remotas, a não ser para seus queridinhos. Pensei que com ele seria diferente, mas é claro que não convoca sozinho e os erros são gritantes.

Temo por uma estreia ruim diante do Marrocos, mas é claro que o Brasil vai se classificar. Nesse Mundial, de 48 seleções, até mesmo alguns terceiros lugares estarão na próxima fase, uma vergonha, pois o futebol foi deixado de lado pelos bilhões que a Fifa tem que faturar. Esqueçam aquele negócio de qualidade nos jogos, pois a quantificação, com 48 equipes, não permite isso. Se perdermos para o Marrocos, vamos ganhar do Haiti e da Escócia. O problema é ficar em segundo lugar e trombar com a Holanda, se ela for a primeira do grupo, já na próxima fase. Os “pachecões” vão ficar eufóricos com as possíveis vitórias em cima de haitianos e escoceses, duas seleções fraquíssimas. Aí, quando chegar na próxima fase, vão encarar uma realidade diferente, que poderá nos mandar para casa mais cedo.

 

Enquanto os holandeses passeiam na Times Square como simples mortais, os mascarados e arrogantes jogadores brasileiros estão enclausurados, sem contato com o torcedor, como se isso ganhasse Copa do Mundo. Em 2002, ficamos nos hotéis em que pessoas comuns ficavam. Foi assim na Coreia e no Japão e levantamos o caneco. Mas era outra geração e craques de verdade. Hoje são esses “mimizentos”. Neymar gravou um vídeo dizendo que “esse relógio é para o primeiro jogo. Esse é para o segundo, esse aqui é para a final”. Ele escolheu oito deles, um para cada jogo. Ao invés de se preocupar em fazer um vídeo se recuperando da contusão, vale mais mostrar sua milionária coleção de relógios. E os baba-ovos dizem que é inveja quando a gente critica. Da minha parte, não trocaria a educação que meus pais me deram, minha formação acadêmica e meus princípios e valores, por nenhum centavo do tal Neymar. Sou muito feliz com tudo o que conquistei com meu trabalho e minha família.

Sábado, no Met Life, a história do Brasil nesta Copa começará a ser contada. Os jogadores vão escolher se vão sair pela porta da frente ou dos fundos, e Ancelotti, caso fracasse, não poderá nem desembarcar no Brasil. Melhor ele pegar o voo para o Canadá, onde mora. Renovar por quatro anos com ele, acho razoável, pelo que ele representa no mundo, mas, antes mesmo de saber qual será o destino do nosso time, acho um grave erro. O torcedor brasileiro não aceitará mais um fracasso e outro vexame. Neymar não estará na estreia, mas o cabelo já está na “régua”. Os brincos ajustados e os fones de ouvidos preparados. Resta saber se terá futebol de verdade ou se será o mesmo fracasso das últimas Copas. Torcer pelo Brasil, sempre; iludir o torcedor, jamais!

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