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O excepcional atacante francês Michael Olise, que atua no Bayern de Munique, foi perguntado sobre os principais jogadores de cada Seleção que estará na Copa. Sobre a Alemanha, apontou Kimmich. Na França, Dembele; Espanha, Lamine Yamal; Inglaterra, Harry Kane; Argentina e Portugal, Messi e Cristiano Ronaldo, respectivamente. Quando o assunto foi Brasil ele respondeu: “I don’t Know”, ou “eu não conheço”, na tradução do inglês.
Vejam a que ponto chegou o futebol brasileiro, desmoralizado, sem nenhuma referência. Ele pode até ter sido arrogante, mas falou a verdade. Nossa única referência não joga bola há 3 anos, e não teve espaço na Europa. Neymar é o único craque, mas ultimamente tem sido um jogador comum, como milhares que existem no Planeta Bola.
A França é a grande favorita para chegar à sua terceira final de Copa do Mundo consecutiva e a faturar o tricampeonato. Tem um time espetacular e seu ataque é poderosíssimo, se dando ao luxo de deixar fora da lista dos 26 jogadores alguns excepcionais atletas.
O futebol brasileiro precisa ser repensado. Aquela festa grotesca para que Carlo Ancelotti apresentasse sua lista, pegou muito mal. Enquanto os outros países apenas anunciaram os nomes, o Brasil fez festa, convidou cantores e artistas desconhecidos, num espetáculo pirotécnico que beirou o ridículo.
Convidados, jogadores campeões do mundo não gostaram nada de terem sido esquecidos na festa. O tetracampeão Bebeto soltou uma nota em seu Instagram, detonando a CBF. E olha que no próximo domingo (31/5), quando o Brasil enfrentará o Panamá, em amistoso no Maracanã, antes do embarque para os EUA, Ivete Sangalo estará se apresentando com seu show musical. Muito oba, oba, sem ter ganhado nada. Enquanto as outras seleções fazem festa após as conquistas, o Brasil antecipa e depois volta para casa mais cedo.
Apostar em Ancelotti como “salvador da pátria” foi um erro gigantesco. Ele não conhece nossa história, nossos jogadores e nossa base. Vive no Canadá e, vez ou outra, vai ao Brasil. A convocação de ex-jogadores em atividade, em detrimento de quem está em grande momento, mostrou que ele é mais do mesmo, e que tem ouvido muita gente na CBF. Está levando um bando de fracassados da “Era Tite” e jogadores que estão em péssima fase como Fabinho, Alisson, Éderson, Alex Sandro, Danilo e outros engodos. Uma vergonha. Temos o melhor 10 do país, Matheus Pereira, em grande fase, mas não teve nenhuma chance com o técnico italiano.
Percebo que 70% dos brasileiros não estão nem aí para a nossa Seleção. Isso é reflexo de um país dividido, que não acredita nem mesmo no nosso maior produto esportivo. Os 7 a 1 e os fracassos nos últimos anos em Mundiais, deixaram o torcedor descrente. Não adianta a Globo forçar barra, nem tampouco os outros detentores de direitos de transmissão da Copa. Ninguém está interessado e já tem gente torcendo para a Copa, que ainda nem começou, acabar logo, para a volta do Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.
Nosso escrete não encanta mais ninguém e está distante do povo brasileiro há décadas. Olise disse o que pensa, em tom de deboche, mas ele está coberto de razão. Não temos nenhuma referência no nosso time. Tenho a certeza de que o bobo do Raphinha, que disse em entrevista que ganharia da Argentina na bola e na porrada, e tomou de 4 a 1 e ainda apanhou calado, vai ser o primeiro a desafiar Olise, mas sabe que se o Brasil enfrentar a França, correrá o risco até de ser goleado.
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Ninguém nos respeita mais, essa é a triste realidade do futebol que um dia encantou o mundo e que hoje é motivo de chacota!
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