Abertura de espaço cultural movimenta a Serra da Moeda
Instituto Toshiko Ishii é uma homenagem da família à japonesa que, aos 70 anos, aprendeu a fazer cerâmica
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O lançamento do Instituto Toshiko Ishii, no Vale da Serra da Moeda, foi um sucesso. Cerca de mil pessoas passaram pelo evento de lançamento da entidade sem fins lucrativos, visitando a exposição de cerâmica, bordado, moinho em funcionamento e a reabertura da casa da antiga fazenda da família, fechada há 10 anos. Toshiko Ishii veio do Japão para o Brasil em 1931 e, aos 70 anos, aprendeu cerâmica sozinha, no interior de Minas. Formou uma geração de ceramistas e, agora, sua neta, a designer Nao Yuasa, está à frente do instituto que leva o nome da avó.
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LEGADO
“O que me marcou na convivência com a minha avó é que o dia a dia dela, de dona de casa, era muito prazeroso. Ela costurava bem, cozinhava bem e tudo o que fazia, fazia do jeito dela. Não separava as coisas. Podia estar fazendo o almoço ou fazendo cerâmica, era tudo misturado, tudo divertido”, relembra a neta.
“Estamos oficializando o Instituto, mas como atividade ele já existe há anos. A ideia é manter essa relação de troca com a comunidade, um crescimento dos dois lados, uma continuação do tempo em que a minha avó estava aqui.”
NEGRITUDE
O violonista português João Durão fará única apresentação do concerto “Negritude”, no sábado (4/9), na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes.
A apresentação faz alusão à Negritude, movimento literário francófono liderado por grandes figuras, como o poeta martinicano Aimé Césaire e o escritor e político senegalês Léopold Sédar Senghor, que procurava exaltar os valores culturais das populações da África e das Antilhas sujeitas à colonização francesa. No programa, “Suite haitiana”, de Frantz Casséus (Haiti); Cantos Yoruba de Cuba, de Héctor Angulo (Cuba); “Jarabi”, de Toumani Diabaté (Mali); “Fantasia criola”, de Airton Fortes (Cabo Verde); “Cantos da Lunda”, de João Durão Machado (Portugal); e “Two Nigerian folk songs”, de Taiwo Adegoke (Nigéria).
BIENAL DO LIVRO
A poeta e escritora mineira Biláh Bernardes, de 76 anos, está confirmada na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 4 a 13 de setembro, onde lançará o romance para adultos “Maroca amordaçada” e o infantil “Bichinhos nas nuvens”, na quarta (9/9), às 16h30, no Espaço Leia Mais. Biláh, ao lado de outras escritoras, participará do projeto Vozes Libertas em Movimento, da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-MG), em parceria com a coletânea da AJEB-SP, também na quarta, às 18h20, além de marcar presença no lançamento da coletânea Nós da Poesia, do Instituto Imersão Latina, em sua 10ª edição.
INHOTIM, 20 ANOS
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Para marcar o aniversário de 20 anos do Inhotim, João Gomes faz única apresentação no Instituto de Arte Contemporânea, no próximo dia 18 de outubro. O parque abre às 9h30 e a apresentação, nas proximidades da obra “Invenção da cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe” (1977), de Hélio Oiticica, está prevista para as 15h30.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
