João Diniz abre neste sábado (8/8), às 11h, na Minas Contemporânea Gabinete de Arte, a mostra “Claverb: as palavras-chave”. Esculturas e pinturas do arquiteto dão sequência a obras anteriores dele, que unem espaço, arte e palavra em diferentes grafias, gerando o resultado expandido do que se costuma chamar de poesia visual.
“Claverb é a palavra-chave que nomeia a nova série de artes visuais do artista, arquiteto e poeta João Diniz. São pequenas esculturas de aço em forma de letras que, acopladas, formam palavras: ar, paz, ato, up, bio, eco, rir. Lembram brincadeiras de criança e têm o frescor da descoberta das primeiras palavras escritas. Aliás, o lúdico e a poesia são elementos sempre presentes na poética do artista, que trabalha com o diálogo intermidiático entre a palavra e a imagem, retomando a tradição da poesia visual”, diz Marília Andrés, no texto curatorial assinado por ela. A mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h, e sábado, das 10h às 13h, na Rua Alagoas, 989, loja 14, Savassi.
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• EM CENA
Após sessões esgotadas e excelentes críticas em três temporadas no Rio de Janeiro, a peça “Hétero sigilo”, com texto e atuação de Bernardo Dugin, chega a Belo Horizonte para três sessões nos dias 14, 15 e 16 deste mês, no Teatro da Assembleia. A montagem foi indicada ao Prêmio Shell 2026 na categoria Melhor Cenário, assinado por Nello Marrese.
• HOMOFOBIA
Dirigido por João Fonseca (responsável por sucessos como “Cazuza” e “Minha mãe é uma peça”), o espetáculo parte da ideia de que muitas pessoas passam a vida interpretando personagens para sobreviver socialmente. Em cena, Dugin revisita memórias, silêncios e mecanismos de disfarce impostos pela heteronormatividade, discutindo o custo psicológico de viver sob constante vigilância emocional. A peça surgiu após episódio de homofobia vivido por Dugin e o namorado durante missa de sétimo dia em Nova Friburgo, em 2023. O caso teve repercussão nacional e inspirou o artista a transformar a experiência em investigação cênica sobre medo, silêncio e pertencimento.
• DE PAI PARA FILHO
O ilusionista mineiro Heron Dias estreia o espetáculo “O filho do mágico” neste sábado (8/8), no Teatro Nossa Senhora das Dores, em BH. A narrativa se inspira na infância dele, filho do mágico Hildon. Heron é o segundo integrante mais jovem da Academia Mineira de Ilusionismo e foi vice-campeão do Campeonato Mineiro de Mágica em 2025. Em seu trabalho, busca aproximar o ilusionismo da linguagem teatral para contar histórias e criar conexão com o público. A direção e a consultoria criativa são assinadas por João Azevedo e Arthur Soares.
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• DE OLHO EM OSLO
O compositor mineiro Rodrigo Volponi foi indicado ao Ardélion Awards Gala, que será realizado em dezembro, em Oslo, na Noruega. A indicação ocorre após a conquista de dois prêmios no francês World Film Festival in Cannes, em junho, nas categorias Melhor Compositor do Ano e Melhor Canção Original, com a música “Warao of waters”. Antes disso, ele havia sido premiado nos Estados Unidos e na Espanha. “Warao of waters” usa como referência cantos indígenas considerados perdidos.
