Lagum anuncia novidades nos 10 anos do disco 'Seja o que eu quiser'
Em outubro, turnê nacional da banda mineira começa por BH. Live session, gravada no Rio Negro, está disponível no YouTube
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Nos idos de 2016, quando a Lagum, então banda independente de Belo Horizonte, lançou seu primeiro álbum, “Seja o que eu quiser”, numa das faixas Pedro Calais cantava sobre o futuro distante. “Faço planos para agosto de 2026”, dizia o verso. Na época, aquelas palavras eram apenas metáfora da ansiedade de quem sonhava em viver de música.
SESSION
Pois agosto de 2026 chegou. A data ganha significado especial para a banda, que prepara uma série de anúncios especiais para este mês, como a turnê nacional que começa por Belo Horizonte em 17 de outubro. Ontem (9/8), o grupo lançou a live session gravada em junho a bordo de um barco no Rio Negro, no Amazonas. A ação, que envolveu 22 pessoas embarcadas durante quatro dias, traz duas canções inéditas e seis releituras de sucessos. A session completa está disponível no YouTube.
ERA SÓ UMA RIMA
O novo momento se conecta com o projeto Lagum em Todo Lugar, que já levou a banda a gravar em cenários como o Bondinho do Pão de Açúcar e paisagens inusitadas do Brasil. “O mais louco é que aqueles planos para agosto de 2026 nem existiam. Era só uma frase que rimava. Hoje, eles existem, porque muito do que a gente sonhou deu certo”, afirma o vocalista Pedro Calais.
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RUA DESCALÇA
Em contagem regressiva para celebrar seus 30 anos em 2027, a Mostra de Cinema de Tiradentes promove, de quarta a sexta-feira (12 a 14/8), a ação Mostra Tiradentes Abraça a Cidade, com programação gratuita de oficinas, sessões e atividades voltadas à comunidade. Um dos momentos mais simbólicos será a “Sessão memória viva”, com exibição do longa “Rua Descalça” (1971), de J. B. Tanko, filmado em Tiradentes e tendo como figurantes moradores da cidade.
MURAL
O artista visual paulista Filipe Grimaldi estará em Belo Horizonte no sábado e domingo (15 e 16/8), a convite da exposição “Joaquín Torres García: 150 anos”, em cartaz até 12 de outubro no Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade. Diretor do Atelier Sinlogo, referência em pintura de letra popular no país, Grimaldi vai criar mural ao vivo com símbolos da América Latina, estabelecendo um diálogo com a mostra. A ação será realizada no pátio do CCBB-BH das 10h às 18h, no sábado, e das 10h às 12h, no domingo, e poderá ser acompanhada pelo público.
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SÍMBOLOS BRASILEIROS
A proposta do mural, com 2m de altura por 5m de largura, é apresentar o alfabeto ilustrado criado por Filipe Grimaldi, associado a elementos do imaginário latino-americano e a ícones gráficos que remetem às culturas de diferentes países. Estarão os brasileiros guaraná e erva-mate; o milho-negro dos Andes peruanos; o vinho produzido na América do Sul; o gênero musical cúmbia, originário da fusão das culturas indígena, africana e espanhola. Depois de pronto, o trabalho de Grimaldi vai integrar o conjunto de 600 obras que compõem a exposição de Joaquín Torres García.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
