Filme de 1926 será exibido nesta quarta-feira (8/7), em Ouro Preto
Cenas do documentário 'Minas antiga', reconstituídas pela Cinemateca Brasileira, vêm de imagens preservadas por José Tavares de Barros, professor da UFMG
Helvécio Carlos
08/07/2026 02:00 - atualizado 08/07/2026 07:47
Ouro Preto em cena do documentário 'Minas antiga', de Igino Bonfioli - (crédito: Reprodução)
crédito: Reprodução
Uma semana depois da CineOP, mostra de cinema que movimentou Ouro Preto, a cidade histórica será palco da exibição de “Minas antiga”, documentário de 1926 que retrata localidades mineiras. A antiga Vila Rica, que completa 315 anos, é uma delas. A sessão está marcada para as 19h desta quarta-feira (8/7), no Anexo do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, com entrada franca. O filme foi reconstituído no Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira graças a imagens em nitrato de celulose depositadas há 50 anos na Cinemateca por José Tavares de Barros (1936-2009), professor da Escola de Belas Artes da UFMG. As imagens foram duplicadas, o que as preservou, porém não sobrou cópia montada do filme. A reconstituição se baseou em anotações de funcionários da Cinemateca e pesquisas em fontes escritas.
• MODERNISTAS
“Minas antiga” foi feito pelo italiano Igino Bonfioli, sob encomenda do governador Melo Viana (1878-1954), para ser exibido nas escolas do estado. “Tudo indica que a encomenda foi uma resposta às advertências dos modernistas paulistas que visitaram Minas durante a Semana Santa, em abril de 1924. A viagem da 'descoberta do Brasil' revelou o abandono a que estava relegado o patrimônio histórico do país. Monumentos, igrejas e obras de arte em franca deterioração, em vista da ideologia da república de renegar o passado colonial”, diz Carlos Augusto Calil, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
Cenas do documentário 'Minas antiga' podem ser exibidas hoje graças ao professor mineiro José Tavares de Barros e ao Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira
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• ALEIJADINHO
Calil conta que da Caravana Modernista participaram Olívia Guedes Penteado, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Blaise Cendrars, poeta francês que visitava o Brasil, entre outros. “Foi ele (Cendrars) quemalertou os brasileiros da necessidade de preservar os tesouros do barroco mineiro. E proclamou Aleijadinho o maior escultor do século 18”, diz o cineasta. e professor da ECA.
Seis anos depois de seu espetáculo em formato digital (“Antigamente, é quando?”) e oito anos após a estreia do espetáculo de palco (“Um pouco de ar, por favor”), a Cia Pierrot Lunar está em cartaz novamente com “Eu quero ser uma locomotiva”. Na quinta-feira (27/6), a estreia lotou o Teatro I do CCBB-BH, com artistas e personalidades marcantes da cena cultural mineira. Foram até lá a produtora Júnia Falabella, acompanhada do pai, o ator e diretor Rogério Falabella; a atriz Cida Falabella, secretária de Cultura de BH; Epaminondas Reis, do Grupo Trama de Teatro; e Glicério Rosário, ator que está no ar em “Quem ama cuida”, novela da TV Globo.
Eduardo Moreira e Inês Peixoto, atores do Grupo Galpão, com Neise Neves e Léo Quintão, atores da Cia Pierrot Lunar, e Lydia Del Picchia, diretora da peça 'Eu quero ser uma locomotiva'
A peça é dirigida por Lydia Del Picchia, atriz do Grupo Galpão, e fala sobre a relação com o tempo, o desejo e a capacidade humana de se reinventar após os 50 anos de idade, investigando as memórias e as escolhas de uma geração que viveu a transição do mundo analógico para a era dos algoritmos. A temporada segue até 27 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil, de sexta a segunda-feira, sempre às 20h. A classificação indicativa é 12 anos. No próximo sábado (11/7) e em 25 de julho, as sessões contarão com tradução em Libras. Em 24 de julho, haverá bate-papo gratuito após o espetáculo.