Três anos depois de sua mais recente participação no Carnaval de Belo Horizonte, o Bloco Chá da Alice confirma participação no pré-Carnaval, no domingo (8/2), com concentração a partir das 14h na Avenida Brasil com Avenida Afonso Pena, na Praça Tiradentes, com saída às 15h e percurso até a Rua Ceará, onde a dispersão está prevista para as 18h30. O desfile será animado pela banda Babado Novo, sob comando da cantora Mari Antunes. No repertório, sucessos da axé music.

 

 

• BIENAL DE SÃO PAULO


Priscila Freire retornou da 36ª Bienal de São Paulo com críticas, mas sobretudo elogios à exposição. “É um quebra-cabeças. Um acesso difícil para cadeirantes e pessoas que têm problemas de locomoção. O Portão 3, um dos acessos, é longe do prédio da exposição, e os carros alugados se recusam a entrar. Informações em QRcode, no chão. Ou você bem olha a obra ou fica agarrada ao telefone”, critica. “De qualquer forma, valeu estar diante do que o mundo produz em matéria de arte. As diferenças são bem maiores que as semelhanças”, avalia.

 

• CONCEIÇÃO EVARISTO


A mostra, que terminou há duas semanas, reuniu obras de 125 artistas, entre trabalhos individuais e coletivos. O acervo foi dividido em seis capítulos. A edição teve como curador-geral o professor Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e sua equipe de cocuradores formada por Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus. A mostra teve por inspiração o poema de Conceição Evaristo “Da calma e do silêncio”.

 


• ARTISTA TÊXTIL


Dos trabalhos que conquistaram Priscila Freire, dois foram seus preferidos. “Surpreendente a obra da tecelã de Madagascar Madame Zo. Usando o algodão e a seda entrelaçados com fitas magnéticas, ela cria ‘O raio’, também um estranho casulo só de fitas magnéticas, o que me lembra o ninho que encontrei tecido de fitas de plástico e gravetos”, comenta sobre a obra de Zoarinivo Razakatrimo conhecida como Madame Zo (Antananarivo, 1960–2020), artista têxtil cuja obra é reconhecida pelo uso de uma ampla variedade de materiais naturais e artificiais.

 

 

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• ARTE-EDUCADOR


Priscila também destacou o trabalho do baiano Sergio Soares. “Ele usa esculturas e desenhos procurando uma investigação sobre a cultura iorubá e as diversas religiões africanas que aportaram na Bahia. Usando assemblages, recolhe objetos de ferro: facas, chaves, ferramentas e armas, ou de madeira, e com eles recria formas cujos vestígios marcam seu uso no tempo”, diz. “Neles se imprime o sincretismo resultante da diáspora africana. Em sua obra, revivemos a força dos orixás e uma dinastia de artistas como Emmanuel Araújo, Rubem Valentim, Mestre Didi e outros”, afirma a colecionadora e crítica sobre a obra do multiartista, pesquisador, escritor, músico, ativista e arte-educador.

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