Se depender da bilheteria das artes cênicas em Belo Horizonte em 2025, produtores, diretores, atores e técnicos do setor não terão o que reclamar da 51ª Campanha de Popularização Teatro & Dança, que vai ocupar palcos de BH e Betim até 8 de fevereiro. Levantamento da coluna Hit revela grande procura por espetáculos na capital no ano passado.


•  GLOBAL FAZ DIFERENÇA


Para se ter uma ideia, pelo Centro Cultural Unimed-BH Minas passaram 210 espetáculos, entre teatro adulto e infantil, shows e dança. A plateia de um dos melhores espaços da cidade reuniu, ao longo do ano passado, 59.853 espectadores. Já o Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, um dos mais importantes na história da capital mineira, que necessita de pequenos reparos urgentes nas cadeiras, recebeu 15 peças, que atraíram 19.205 pessoas. No total, foram 172 eventos realizados lá, totalizando 182.280 pessoas.

 


O teatro do Sesc Palladium não ficou para trás, atraindo cerca de 180 mil pessoas em 2025. Contudo, profissionais envolvidos na campanha de popularização, voltada para a produção mineira, sabem que os números deste balanço estão relacionados ao fato de boa parte das peças terem atores da TV Globo no elenco ou serem espetáculos de grande sucesso nacional.

 

• AS MAIS MAIS


No Sesc Palladium, “Dois de nós”, estrelada por Antônio Fagundes e Christiane Torloni, que fez duas temporadas, em maio e julho, com três sessões cada, atraiu 6.039 pessoas. No mesmo teatro, “O céu da língua”, com Gregório Duvivier e cinco sessões, levou 5.055 fãs do ator à casa. “Rita Lee, uma autobiografia musical” fez quatro apresentações, atraindo 3.810 pessoas ao Sesc Palladium.

 

 

No Centro Cultural Unimed-BH, os 602 lugares ficaram lotados com “Não! A comédia para quem tem dificuldade em dizer não”, estrelada por Adriana Birolli, em duas curtas temporadas de dois dias cada, em abril e setembro, e “Não me entrego, não”, com Othon Bastos, com três sessões em junho.

 

Ano passado, Mônica Martelli fez sucesso no Cine Theatro Brasil com a comédia “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou”

Mônica Martelli/Instagram

 

• CASA CHEIA


Mônica Martelli, com “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou”, e a companhia Os Melhores do Mundo lotaram três sessões de 1 mil lugares cada, no Cine Theatro Brasil, que fica na Praça Sete.

 

Já no Sesiminas, várias peças lotaram os 648 lugares, a cada apresentação. São elas: “Ninguém dirá que é tarde demais”, com Arlette Sales, e “Enquanto você voava, eu criava raízes”, da Cia. Dos à Deux, ambas com três sessões; “Ao vivo [dentro da cabeça de alguém]”, com Renata Sorrah; “Lady Tempestade”, com Andrea Beltrão, e “O figurante”, com Mateus Solano, com duas sessões; “King Kong Fran”, espetáculo de Rafaela Azevedo, e “Simplesmente eu”, estrelada por Beth Goulart, com uma sessão.


• DE OLHO NA CAMPANHA


Há tempos a organização da Campanha de Popularização Teatro & Dança não divulga números relativos a ingressos vendidos. No passado, eles eram avassaladores, evidência do interesse do público. No início da década de 2000, a promoção chegou a bater 400 mil ingressos. Este ano, serão 52 peças de teatro estreantes e 74 reapresentações; na dança, sete estreias e duas representações; para a garotada haverá 18 estreias e 42 reapresentações.

Os ingressos custam R$ 25 (preço único). Eles podem ser adquiridos no site Vá ao Teatro e em postos nos shoppings Cidade e Pátio Savassi, em BH, e Monte Carmo, em Betim. Fora dos postos e do site, o preço muda.

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