Mulheres votantes representam em média 52,84% do eleitorado nacional de 158,7 milhões, são maioria em todos os estados brasileiros e, entre 2022 e 2026, apresentaram um crescimento de 1,8% em relação ao eleitorado masculino, que cresceu 1,08%. Se em Minas, que segue o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,379 milhões, as mulheres representam 52,48%, no Tocantins, alcançam a maior proporção do país: 57,49%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mulheres não apenas são numericamente majoritárias. Também apresentam maiores taxas de comparecimento nos pleitos em relação aos homens: considerando a série histórica das eleições entre 2012 e 2024, a única exceção foi 2020, ano da pandemia, quando homens e mulheres apresentaram igual presença nas urnas, de 77%. Em todas as demais eleições, a frequência feminina foi, em média, dois pontos percentuais superior em relação à masculina. Enquanto em 2024, 79% das mulheres votaram, 77% dos homens compareceram às urnas. Em 2022, foram 80% de mulheres e 78% de homens votantes. Em 2018, o placar foi de 80% a 79%; em 2016 de 83% a 82%; em 2014 de 82% a 79%; e, em 2012, 85% das mulheres foram votar, dois pontos percentuais a mais do que o comparecimento dos homens.
Leia Mais
Apesar da maior predisposição à participação política eleitoral e de serem maioria numérica no conjunto do eleitorado, as mulheres seguem sub-arepresentadas em todas as dimensões da vida política. Miram para um ambiente hostil, dominado por homens, que transportam para as instituições de representação a cultura de uma estrutura predominantemente patriarcal. Com raras exceções, os partidos políticos são todos comandados por homens. Os parlamentos mantêm média que varia apenas entre 18% e 20% das cadeiras conquistadas por mulheres e, em cargos executivos, em 2024 só foram eleitas para as prefeituras 727 mulheres, 13% das 5.569 cidades do país. Em 2022, conquistaram mandatos para comandar estados apenas duas mulheres: Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, e Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco.
Menos mulheres se elegem, porque as candidaturas femininas seguem flagrantemente minoritárias, apesar dos “incentivos” para o financiamento previstos na legislação. Nas eleições municipais de 2024, do conjunto de candidaturas a todos os cargos eletivos, 66% foram masculinas e 34% femininas. Enquanto para cargos legislativos, em decorrência da legislação afirmativa das cotas foram registradas 35% de mulheres candidatas; para cargos executivos, apenas 15% das candidaturas foram femininas. Nas eleições gerais de 2022, a estatística se repetiu para o conjunto das candidaturas em todos os cargos; nas eleições para governadores apenas 17% foram mulheres.
O mundo da política não apenas parece hostil, como de fato é para as mulheres, que seguem acumulando no âmbito doméstico as tarefas de manutenção e cuidado das famílias. Em geral, elas participam e se mobilizam em defesa de causas para melhorias nos serviços públicos, no atendimento da saúde, as escolas para os filhos; mas, quando chamadas para a política partidária eleitoral, em geral, sabem que estão sendo usadas para a destinação de financiamento que a legislação garante, mas, que na prática, segue caminho tortuoso frequentemente para abastecer campanhas masculinas.]
Mulheres votam diferentemente de homens. A clivagem de gênero se evidenciou de forma inequívoca nas duas últimas eleições presidenciais de 2018 e de 2022 no Brasil, quanto à direção da participação político-eleitoral: as mulheres tendem a ser mais resistentes às candidaturas que reproduzem abertamente ou implicitamente narrativas e condutas de cunho sexista. Apesar dessa dinâmica, segue a política o espelho de uma cultura patriarcal, reproduzida em cultos e enaltecida em certas interpretações de textos sagrados.
PL e Republicanos
O PL dá como certa, em Minas, a coligação com o Republicanos do senador Cleitinho Azevedo na corrida ao Palácio da Liberdade. A provável chapa encabeçada por Cleitinho teria como vice, Vittorio Medioli, empresário e ex-prefeito de Betim. Mas, entre Republicanos, a aliança formal no primeiro turno é vista com reservas. O partido em Minas insiste na chapa pura: o ex-prefeito de Patos, Luís Eduardo Falcão seria o vice. Ao PL seria oferecida a vaga de Domingos Sávio para o Senado.
E o palanque?
Entre Republicanos de Minas, há quem defenda que, no primeiro turno, o PL saia com chapa própria, como principal palanque de Flávio Bolsonaro no estado. O Republicanos manteria um discurso mais neutro no plano nacional, compatível com o eleitorado de Cleitinho – que penetra entre bolsonaristas e lulistas. Adicionalmente, caso vença o pleito, teria mais abertura para dialogar com o governo federal.
PSB
O PSB de Minas já sabe que em acerto das cúpulas nacionais, PT e PSB estarão coligados na chapa majoritária. O ex-procurador geral de Justiça Jarbas Soares (PSB) é nome cotado para ser vice ou compor na segunda indicação ao Senado, em dobradinha com Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado.
MDB e Avante
As conversas entre o MDB e o Avante para eventual aliança na disputa ao governo de Minas estão avançadas. Em café da manhã, na quinta-feira, Gabriel Azevedo, presidente municipal do MDB e pré-candidato ao governo de Minas e o deputado federal Luís Tibé, presidente nacional do Avante, acertaram ponteiros. A tendência do Agir é acompanhar o Avante. Se a aliança prosperar, Gabriel Azevedo irá apoiar, em Minas, Augusto Cury, médico psiquiatra, professor e escritor.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Cônsul geral
Anjoum Noorani, Cônsul-Geral Britânico do Rio de Janeiro, que responde pelas relações bilaterais de 11 estados litorâneos, além de Minas Gerais, está encerrando a sua missão no país, que não pode mais ser prorrogada, depois de quatro anos e meio. Anjoum classifica como o seu período de trabalho no Rio de Janeiro como “um sonho realizado”. Ao mesmo tempo em que prepara, para agosto, a chegada de seu sucessor, Edward Haxton, Anjoum se organiza para a transferência para Washington. Em Minas, o consulado britânico segue sob a responsabilidade de Laura Queiroz, diretora de Relações Governamentais e Comércio.
