Anna Marina
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ARTIGO

Setembro Amarelo: quando a pressão escolar começa a pesar na saúde emocion

A saúde emocional precisa fazer parte da conversa sobre desempenho escolar, principalmente em períodos de maior cobrança

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Provas, vestibulares, notas, trabalhos, expectativas familiares e a sensação de precisar decidir o futuro cada vez mais cedo fazem parte da rotina de muitos estudantes. Embora algum nível de ansiedade diante de uma avaliação seja esperado, mudanças de comportamento podem indicar que o aluno precisa de um olhar mais atento dos adultos que convivem com ele.

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Para Cristiane Cristo, psicopedagoga e diretora pedagógica da Start Anglo Bilingual School Recreio, a saúde emocional precisa fazer parte da conversa sobre desempenho escolar, principalmente em períodos de maior cobrança.

Segundo a profissional, crianças e adolescentes nem sempre conseguem dizer que estão sobrecarregados. Muitas vezes, eles mostram isso pelo comportamento. Entre os sinais, Cristiane lista cinco que representam bandeira amarela:

1. Mudança brusca de comportamento: uma criança normalmente comunicativa que passa a se isolar ou um adolescente que se torna constantemente irritado merece ser observado.

2. O desempenho cai sem explicação aparente: uma queda repentina nas notas pode estar relacionada não apenas à dificuldade de aprendizagem, mas também a questões emocionais que estejam interferindo na concentração e na disposição para estudar.

3. O corpo fala: dor de cabeça, dor de barriga, alterações no sono ou cansaço frequente podem aparecer associados a períodos de maior tensão.

4. Tudo passa a parecer uma cobrança: quando o estudante demonstra medo excessivo de errar, sofrimento intenso diante de uma nota ou sensação constante de que nunca está fazendo o suficiente, é importante conversar.

5. Ele deixa de fazer coisas que gostava: perder o interesse por amigos, esportes, brincadeiras ou outras atividades que faziam parte da rotina é um sinal que merece atenção, especialmente quando se mantém ao longo do tempo.

Cristiane Cristo ressalta que nenhum desses sinais, isoladamente, permite concluir o que está acontecendo com o estudante. O mais importante é observar a frequência, intensidade e duração das mudanças e abrir espaço para uma conversa sem julgamento.

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A psicopedagoga também defende que escola e família precisam atuar de forma próxima. A escola pode perceber mudanças que não aparecem em casa, enquanto os pais conhecem comportamentos e hábitos que ajudam a equipe pedagógica a compreender melhor aquele estudante.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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