Setembro Amarelo alerta para os sinais de ansiedade e burnout
Campanha de conscientização sobre saúde mental chama atenção para sintomas que podem passar despercebidos e reforça a importância de buscar ajuda profissional
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O Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização e à prevenção do suicídio, também amplia o debate sobre a importância de cuidar da saúde mental. Em uma rotina marcada por excesso de cobranças, hiperconectividade e pressão por produtividade, sintomas de ansiedade e sinais de esgotamento podem se tornar frequentes e, muitas vezes, serem normalizados.
De acordo com o médico Marcelo Godoi Cavalheiro, reconhecer os primeiros sinais e buscar orientação profissional são medidas importantes para evitar que o sofrimento se intensifique.
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A ansiedade nem sempre aparece apenas como preocupação. Entre os sinais que merecem atenção estão pensamentos repetitivos, dificuldade para relaxar, alterações no sono, irritabilidade, tensão muscular, cansaço frequente e sintomas físicos, como taquicardia, sudorese, desconforto abdominal e falta de ar.
A intensidade e a combinação dos sintomas variam de pessoa para pessoa. Por isso, a identificação de alguns desses sinais não significa necessariamente a existência de um transtorno de ansiedade, sendo importante contar com avaliação profissional.
Já a síndrome de burnout está diretamente associada ao contexto ocupacional e pode provocar impactos que ultrapassam o ambiente profissional. Exaustão física e mental, dificuldade de concentração, queda de produtividade, distanciamento emocional, alterações de humor e sensação de incapacidade estão entre os sinais que podem aparecer.
A diferença entre ansiedade e burnout nem sempre é simples de perceber, especialmente porque as duas condições podem coexistir. Enquanto a ansiedade pode envolver diferentes áreas da vida e estar associada a preocupação e estado de alerta constantes, o burnout está relacionado ao estresse crônico decorrente do trabalho.
Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é fundamental para compreender os sintomas e definir a melhor abordagem.
Quando procurar ajuda
Esperar que os sintomas desapareçam sozinhos pode fazer com que o sofrimento se prolongue. Mudanças persistentes no comportamento, no sono, no humor ou na capacidade de realizar atividades cotidianas são sinais de que pode ser necessário buscar apoio.
O acompanhamento pode envolver psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde, de acordo com a necessidade de cada pessoa. A terapia, por exemplo, pode contribuir para compreender emoções, desenvolver estratégias para lidar com situações difíceis e promover maior cuidado com a saúde mental.
“Cuidar da saúde mental não deve ser uma atitude tomada apenas quando o sofrimento chega ao limite. Perceber mudanças e procurar ajuda precocemente é uma forma de cuidado”, reforça Cavalheiro.
O Setembro Amarelo reforça justamente essa mensagem: falar sobre saúde mental, acolher, ouvir e buscar ajuda são atitudes que podem fazer diferença. Em situações de sofrimento intenso ou risco à própria vida, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência ou um serviço especializado em saúde mental.
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