Setembro Amarelo: por que falar sobre prevenção ao suicídio salva vidas
Campanha reforça o lema 'Se precisar, peça ajuda!'; saiba como identificar sinais, oferecer apoio sem julgamentos e onde encontrar tratamento
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A campanha Setembro Amarelo ganha força em todo o país com a chegada do mês, reforçando a importância de discutir abertamente a prevenção ao suicídio. A iniciativa, que tem o dia 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, busca quebrar tabus e disseminar informações que podem salvar vidas, sob o lema “Se precisar, peça ajuda!”.
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O tema é um desafio de saúde pública global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2019, mostram que mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano no mundo. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos anuais, o que representa uma média de 38 mortes por dia. Esses números, muitas vezes subnotificados, acendem um alerta para a urgência do diálogo.
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A importância de falar sobre o assunto
Conversar sobre suicídio de forma responsável é o primeiro passo para a prevenção. Estima-se que mais de 90% dos casos estejam associados a transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados ou tratados de maneira incorreta. Isso significa que a grande maioria das mortes poderia ser evitada com acesso a tratamento psiquiátrico e psicológico adequado e informações de qualidade.
A campanha, promovida no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 2014, incentiva a criação de uma rede de apoio. É fundamental que pessoas próximas saibam identificar sinais de alerta, oferecendo uma escuta ativa, sem julgamentos, e demonstrando empatia. O passo seguinte é incentivar e auxiliar a pessoa a procurar ajuda profissional.
Quando alguém está em sofrimento intenso, a capacidade de enxergar soluções para seus problemas fica comprometida. O diálogo aberto e acolhedor pode ser decisivo para que essa pessoa entenda que a vida é sempre a melhor escolha e que existe tratamento para a sua dor.
Suicídio em números
As estatísticas mostram que o suicídio causa mais mortes anualmente do que HIV, malária ou câncer de mama. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o ato representa a quarta principal causa de morte, atrás de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
Um levantamento do Ministério da Saúde, divulgado em setembro de 2022, revelou um cenário preocupante entre os mais jovens no Brasil. Entre 2016 e 2021, houve um aumento de 49,3% na taxa de mortalidade por suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos. Na faixa de 10 a 14 anos, o crescimento foi de 45%.
Globalmente, as taxas são mais altas entre os homens. No Brasil, o índice é de 12,6 mortes para cada 100 mil homens, enquanto entre as mulheres o número é de 5,4 para cada 100 mil. Enquanto o mundo observa uma leve queda nos índices, as Américas seguem na contramão, com um aumento contínuo dos casos.
Onde buscar ajuda?
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento de sofrimento intenso, existem canais de ajuda gratuitos e disponíveis 24 horas por dia. Não hesite em procurar apoio:
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CVV (Centro de Valorização da Vida): oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita. O atendimento é totalmente sigiloso e pode ser feito por telefone, e-mail ou chat. Ligue para o número 188 ou acesse o site www.cvv.org.br.
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CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): Integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS), os CAPS oferecem tratamento para pessoas com sofrimento ou transtorno mental. Procure a unidade mais próxima.
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Emergência: em casos de urgência, ligue para o SAMU (192) ou procure uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um pronto-socorro.