Nesta pegada atual de cada um usa o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso, a tendência continua ditando o rumo para as marcas de vestuário, calçados e acessórios que gostam de estar “up to date”. As mais alternativas adotam seu caminho afirmando não seguir o script, mas, mesmo pensando fora da caixa, mantêm a paleta de cores que está em alta.
Isso leva para as ruas uma diversidade que às vezes merece aplausos e às vezes assusta, nem tanto pela diferença, mas porque as pessoas perderam (ou abriram mão) do bom senso e da noção de estética. Ou, então, não ligam mais se o que usam cai bem para sua altura, peso e idade.
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Antes, podíamos dar dicas, que eram aceitas. Atualmente, se falamos algo nesse sentido, somos criticados. O que mais me admira é perderem a noção de que existe diferença entre roupa para trabalhar e roupa para o lazer.
As empresas têm passado por grandes problemas, inclusive enfrentado causas trabalhistas quando pedem um certo estilo de vestimenta, nem que seja apenas a roupa passada. Enfim, cada um sabe de si, mas algumas regras não podem ser abolidas.
Voltando a tendências e estilos, no vale tudo atual, temos a “oferta” do maximalismo e do quiet luxury em todos os segmentos da moda. Enquanto um aposta em peças marcantes, o outro valoriza a discrição. Esses estilos tão diferentes conquistam consumidores ao mesmo tempo, e a força das duas tendências só comprova que o cliente já não segue um único padrão.
No segmento de acessórios, duas linhas distintas caminham lado a lado com a mesma força: de um lado, brincos grandes, colares robustos e pulseiras em camadas; do outro, peças delicadas e de design atemporal seguem entre as preferidas de quem busca o visual mais discreto. Embora pareçam caminhos opostos, maximalismo e quiet luxury convivem.
As consumidoras fazem suas escolhas de acordo com a ocasião, produção, personalidade e até o momento de vida. Há quem prefira composições mais ousadas para eventos e produções específicas, enquanto outros apostam em peças minimalistas para o dia a dia.
O empresário Caio Gazin, da empresa de semijoias homônima, diz que a diversidade tem sido percebida de forma cada vez mais clara no setor. O consumidor gosta de ter opções e transita entre diferentes estilos. Em alguns momentos, procura uma peça marcante para transformar o look. Em outros, prefere acessórios mais discretos, que funcionam em qualquer ocasião. O mercado acompanha esse comportamento, ampliando as possibilidades de escolha.
Um dos motivos desse comportamento é a forte influência das redes sociais. Apesar de as pessoas saberem que celebridades e criadores de conteúdo só divulgam o que recebem (e bem) para postar, desejam o produto. E assim vai.
Uma tendência não elimina a outra, o que incentiva marcas a desenvolverem coleções mais amplas, capazes de atender todos os gostos. As pessoas querem liberdade para experimentar e ousar. É melhor ousar no acessório, que passou a ser uma forma de expressão, do que no visual completo.
Uma coisa é certa: na moda, quanto mais pluralidade e quanto mais opções, melhor. Porque assim a pessoa pode se encontrar em seu estilo e se vestir com mais personalidade. Mas continuo achando que deveríamos nos preocupar também com o que nos cai bem.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
