Dia Mundial dos Avós e o amor pelos netos
Comemorada neste domingo, a data de 26 de julho se deve ao Dia de Sant'Ana, avó de Jesus, e traz a reflexão sobre a importância dos vínculos entre as gerações
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Criada como Dia da Vovó, a data, comemorada neste domingo, “nasceu” na década de 1980 graças a uma portuguesa. O 26 de julho se deve ao Dia de Sant'Ana, avó de Jesus. É importante ressaltar que os nomes dos pais de Maria, Ana e Joaquim, não são mencionados na Bíblia.
A história de serem os avós de Jesus vem de antiga tradição cristã documentada em texto do século 2, conhecido como o Protoevangelho de Tiago. Esse texto faz parte dos livros chamados apócrifos, relatos sobre a vida de Jesus e de sua família que não foram incluídos na Bíblia oficial (cânon), aceita pelas igrejas cristãs. Mesmo assim, a Igreja Católica reconhece Sant'Ana como a mãe de Maria.
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A data provoca a reflexão sobre a importância dos vínculos entre diferentes gerações, reforça o importante e querido papel dos avós na família, na transmissão de valores e no compartilhamento de experiências. Eles são muito importantes para os netos.
A ciência também evidencia os impactos positivos dessa convivência. Estudo publicado na Social Science Research Network, no ano passado, apontou que a participação dos avós na vida dos netos pode trazer benefícios para a saúde física e emocional dos mais velhos, com reflexos positivos no bem-estar psicológico, memória, função pulmonar e percepção geral de qualidade de vida.
No caso de crianças e adolescentes, o contato próximo com os avós contribui para o desenvolvimento emocional, fortalece o senso de identidade familiar e amplia a troca de conhecimentos e valores entre gerações.
A casa dos avós tem um cheiro diferente. Quem não se lembra do almoço, do café passado na hora ou daquele bolo que só a vovó sabia fazer? Das brincadeiras, segredos e até dos malfeitos para os quais fecham os olhos, coisas que os pais não permitem.
Isso faz lembrar os velhos ditados “os pais criam, os avós mimam” e “os pais educam, os avós estragam”.
Esse tempero de deixar fazer o que quiser (e ainda ajudar) evidencia que os avós são pessoas especiais, com afeto e com açúcar. Diferente do amor dos pais, que precisam lidar com as cobranças diárias da rotina e da educação, o amor dos avós é para ser aproveitado.
Eles têm a paciência que a juventude ainda não aprendeu e a calma que a vida adulta já perdeu. Sentam-se para ouvir os planos mirabolantes dos netos, oferecendo algo valioso: toda a atenção e ouvidos, sem julgamentos.
Quando os avós contam histórias de como era a vida antigamente, dão aos netos o senso de pertencimento. A criança entende sua própria história, ganhando coragem para enfrentar o mundo.
É o encontro da sabedoria da vida com a energia do começo da jornada.
Se por um lado os mais velhos transmitem valores, por outro os netos trazem vitalidade. Eles ensinam aos avós sobre as novas tecnologias, a mexer no celular, mostrando que o mundo continua cheio de novidades para explorar. Ajudam os mais velhos a manterem a mente ativa e o corpo em movimento, convivência que reduz a solidão e afasta a tristeza.
Neste Dia dos Avós, leve os netos para aquele abraço especial. Não precisa aderir ao apelo comercial, mas vale levar algo que toque fundo. O desenho do netinho ou então um cartão com aquela mensagem especial.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
