A bela e inesperada visita que recebi em casa
Chegada de um beija-flor ao apartamento com janelas teladas, no 19º andar, só pode ser bom sinal, mensagem de conforto ou presságio de mudanças positivas
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Na semana passada, um beija-flor me visitou. Você pode até pensar que eu estava na varanda, no jardim da minha casa ou na praça. Não, seria comum por demais. Essa visita ocorreu de forma surpreendente.
Moro no 19º andar de um prédio que tem dois níveis de garagem e pilotis. É como se morasse no 21º andar. As janelas teladas do apartamento estavam todas fechadas, inclusive o basculante do meu banheiro. Com exceção da janela da área de serviço, que, embora telada, tinha cerca de 20cm abertos. Eu estava tomando café da manhã na cama, às 7h, e ele entrou pela porta do quarto. Azul e verde, lindo, procurando uma saída.
Vi aquela cena, perplexa e encantada, tentando entender como aquilo tinha acontecido ali.
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Ao mesmo tempo, abri as janelas calmamente, mas de forma apressada – conseguiram entender? –, para não assustá-lo e lhe dar opções de fuga. Não entendi como ele passou pela tela. Era grande com asas abertas, não cabia no espaço quadriculado.
Quando eu retornei ao quarto, depois de abrir toda a casa, ele tinha partido, provavelmente pelo banheiro, a maior abertura para fora, sem barreiras.
Isso foi um abraço no meu coração, que estava muito apertado desde o final da semana anterior. Quem tem pet vai entender. Tenho uma cachorrinha de 15 anos, a Leka. No sábado de manhã, quando eu arrumava a comidinha, ela teve um problema cerebral. Fiquei desesperada.
A princípio, achei que estava engasgada, porque ficava puxando a cabecinha para a direita. Enfiei o dedo na garganta, e nada. Continuava com os movimentos e não comia. Tenho de esclarecer: Leka é esganada. Sempre falei que se algum dia rejeitasse comida, estaria com o pé na sepultura.
Corri com a Leka para o Hospital São Francisco de Assis, que sempre cuidou dos meus pets. Eram pacientes assíduos do dr. Carlos Augusto, morro de saudade dele. Não sei por que se aposentou.
Passei a semana entre consultas com neurologista e exames de imagem. Na quarta de tarde, ficamos sabendo que não é tumor, graças a Deus, mas ainda não fechamos o diagnóstico.
Leka já está em casa, continua com a cabecinha torta, andando tropegamente, desnorteada. Eu, angustiada.
Para completar, em meio ao turbilhão com a Leka, ainda tive aborrecimento, questões de trabalho. E justamente na quinta-feira o passarinho me visita.
Dizem que quando o beija-flor ingressa em um ambiente, é bom sinal. Se a entrada dele é difícil, isso é interpretado de forma muito positiva, pois simboliza a chegada de boas energias, de alegria, de cura e tempos melhores.
A presença do pássaro é mensagem de conforto ou presságio de mudanças positivas. Sinal de que prosperidade, amor e harmonia estão visitando a casa.
Eu me apropriei disso e tomei como um recado de Deus, dizendo que tudo vai ficar muito bem.
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*Isabela Teaixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
