Com o aumento dos níveis de estresse e ansiedade na vida moderna, o esporte tem ganhado espaço como uma forma complementar de cuidado com a saúde mental. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, sendo ansiedade e depressão as condições mais comuns, o que tem levado especialistas a reforçar a importância da atividade física no equilíbrio emocional.

 


Estudos publicados no “The Lancet Psychiatry” mostram que pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam até 43% menos dias de sofrimento mental ao longo do mês, ou seja, menos dias com sintomas como estresse intenso, ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional, quando comparadas a pessoas sedentárias.

 


Atividades que combinam movimento contínuo, prazer e facilidade de acesso costumam proporcionar maior adesão, e é aí que a bicicleta ganha espaço. Diferentemente de outras atividades que exigem estruturas complexas ou horários marcados, pedalar pode ser incorporado à rotina de forma mais leve, como lazer, transporte ou prática esportiva.


“A bike não resolve todos os problemas, mas pode ser uma ferramenta poderosa para quem busca mais equilíbrio, qualidade de vida e saúde mental”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes, fabricante de bikes no Brasil.


O ciclismo traz muitos benefícios para a saúde mental. Um estudo do ISGlobal aponta que pessoas que usam bicicleta para ir ao trabalho pelo menos uma vez por semana apresentam 20% menos risco de estresse em comparação com quem nunca pedala.


Entre os que pedalam quatro dias por semana, essa redução pode chegar a 52%, reforçando a relação direta entre frequência da prática e bem-estar emocional. O chamado “ponto ideal” para os benefícios mentais está na prática de exercícios de três a cinco vezes por semana, com sessões em torno de 45 minutos.

 

Na avaliação da psicologia analítica junguiana Andrea Beltran, o efeito do ciclismo vai além dos dados fisiológicos. Ela diz que pedalar pode ser uma forma simples e eficaz de acalmar a mente. Quando o corpo entra em movimento, o ritmo da pedalada ajuda a diminuir a agitação dos pensamentos e a liberar a tensão acumulada do dia a dia. Na psicologia junguiana, esse movimento contínuo contribui para organizar a energia emocional e traz uma sensação de alívio do estresse.


Segundo a especialista, a bicicleta representa autonomia e equilíbrio. Pedalar exige atenção ao caminho, ao ritmo e ao próprio corpo, o que ajuda a pessoa a sair do excesso de preocupações e voltar para o “aqui e agora”. Muitas vezes, é nesse momento que a ansiedade diminui e as emoções começam a se acomodar de forma mais natural.


Segundo David Peterle, CEO da Oggi Bikes, outro diferencial está na sensação de autonomia que a prática proporciona. Pedalar permite escolher o ritmo, o percurso e o tempo, respeitando limites individuais. Não existe cobrança de performance. Cada um pedala do seu jeito, no seu tempo, e isso faz diferença quando o objetivo é se sentir melhor.

 

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