Doenças gastrointestinais no início do ano
No verão e nas férias, aumentam os riscos de diarreia, intoxicações alimentares, refluxo, gastrite e infecções intestinais
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Calor, viagens e refeições fora de casa, mudanças de rotina comuns no início do ano, criam cenário propício para o aumento de problemas como diarreia, intoxicações alimentares, refluxo, gastrite e infecções intestinais.
O doutor Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, afirma que esta época exige atenção especial ao sistema digestivo. O calor acelera a proliferação de bactérias e aumenta o risco de contaminação de alimentos, ampliando consideravelmente o risco de problemas gastrointestinais.
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Fica o alerta: alimentos mal refrigerados, expostos por longos períodos ou manipulados sem os cuidados adequados se tornam ambiente favorável para bactérias e vírus.
Mesmo alimentos aparentemente inofensivos podem causar intoxicações quando não são bem armazenados. No verão, esse risco é ainda maior.
Durante viagens, o organismo passa por adaptações que afetam o funcionamento do intestino. Mudança nos horários das refeições, consumo de água de procedência desconhecida e longos períodos sem comer direito podem provocar diarreia, constipação e dor abdominal.
Vale lembrar que já houve sobrecarga alimentar devido às festas de fim de ano. Bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos sobrecarregam o estômago, favorecendo crises de refluxo, azia e gastrite. O problema está na repetição de excessos ao longo de vários dias. O sistema digestivo sente rapidamente a sobrecarga.
A desidratação, comum nos dias quentes, piora os sintomas gastrointestinais. A falta de líquidos compromete a digestão, altera o trânsito intestinal e intensifica desconfortos como constipação e diarreia. Muita gente só percebe a desidratação quando os sintomas aparecem. Manter o consumo de água ao longo do dia é fundamental para proteger o intestino.
O doutor Armindo alerta que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Dor abdominal intensa, febre, vômitos frequentes ou diarreia prolongada exigem avaliação médica.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
