Adeus a Carlos Carneiro Costa, um grande empresário e amigo
O engenheiro fundou, em 1970, a Construtora Líder, uma das primeiras a erguer apartamentos de alto luxo em Belo Horizonte
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Comecei a trabalhar no jornal muito cedo, aos 17 anos. Isso me levou a conhecer vários amigos do meu pai e pessoas com quem ele se relacionava, que eram bem mais velhas do que eu, com quem fiz amizade. Agora cheguei a uma idade em que começo a perder pessoas que fizeram parte da minha trajetória profissional. Umas mais distantes, outras mais próximas. Sinto cada perda.
Uma das perdas que senti muito foi a de Carlos Carneiro Costa, que morreu na noite de domingo. Não só por ter convivido muito com ele, mas por ser pai de uma amiga, Liliane Carneiro Costa. Apesar de ser bem mais nova do que eu, ficamos próximas. Para falar a verdade, fiquei amiga de toda a família.
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O empresário Carlos Carneiro Costa era engenheiro e fundou, em 1970, a Construtora Líder, uma das primeiras a construir apartamentos de alto luxo em Belo Horizonte. Além dos incontáveis prédios residenciais, ergueu inúmeros prédios comerciais, entre eles o Lifecenter, o Minas Shopping e o Minas Casa.
O Minas Casa foi um marco. Inaugurado em 1994, foi o primeiro shopping temático da cidade voltado para móveis e decoração, com conceito street. Carlos Carneiro Costa convidou a titular desta coluna, a jornalista Anna Marina Vianna de Siqueira, para ser consultora do empreendimento. Depois da inauguração, Anna promoveu uma edição da mostra de decoração “Decora fácil” no local.
Carlos Carneiro Costa era um gentleman. Além de sua educação, sempre foi muito generoso. Nunca deixou de apoiar ações sociais sérias. Sempre participou das promoções em benefício da Jornada Solidária Estado de Minas, além de patrocinar o Torneio Empresarial de Tênis Estado de Minas. Jogava no torneio, foi campeão em diversas edições. Depois que ficou mais velho, optou por praticar tênis apenas com amigos e se dedicou ao golfe.
Ele deixa a esposa, Scheyla Carneiro Costa, seu grande amor e companheira, responsável por transformar a Líder na primeira construtora a incorporar obras de arte a seus imóveis. Scheyla sempre foi mulher forte, simpática, elegante.
Amante das artes, mostrou para Carlos a importância de a empresa colocar obras de arte nos halls de entrada dos edifícios de luxo. Privilegiava artistas mineiros como Yara Tupynambá, Virgínia de Paula, Olímpia Couto, Inimá de Paula, Elisa Pena e Carlos Bracher, entre muitos outros. Carlos aplaudiu a iniciativa de Scheyla e isso se tornou uma das marcas registradas de construtora.
Carlos deixa as filhas Liliane e Sandra Mara, que sempre atuaram a seu lado na empresa; o filho Carlos Carneiro Costa Júnior; os netos Bruno Diniz Carneiro Costa, Paula e Elisa Carneiro Costa Bax, Gabriel Bax de Barros, Ludmilla Hermeto Thusek, Carlos Eduardo Carneiro Costa Hermeto e uma bisneta.
Fica aqui o abraço carinhoso à família. O velório de Carlos Carneiro Costa será realizado nesta terça (20/1), das 9h30 às 11h30, no Cemitério Parque da Colina.
* Por Isabela Teixeira da Costa
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
