Hospital universitário abre espaço para visitas de cães em três serviços, e um estudo busca entender o que esse reencontro pode mudar no cuidado dos pacientes
Estudo inédito avalia o impacto emocional da presença dos pets nos leitos de terapia intensiva; iniciativa inovadora já transforma o bem-estar
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O Centro Hospitalar Universitário de Clermont-Ferrand iniciou no começo de 2026 um estudo para analisar os efeitos da presença de cães na recuperação de pacientes. O projeto piloto funciona em três setores de terapia intensiva nas unidades hospitalares de Estaing e Gabriel-Montpied.
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A pesquisa completou a primeira etapa do teste de viabilidade ao atingir a meta de oito cães participantes. O projeto é liderado por Adèle Gauthier e pelo professor Matthieu Jabaudon, com o objetivo de analisar se o animal melhora o conforto psicológico durante internações graves.
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Critérios de higiene e adaptação
Para conseguir a autorização de visita, os tutores cumprem medidas preventivas de saúde. Antes de conduzir o animal ao quarto pela porta de emergência, os familiares precisam seguir regras específicas:
comprovar a vacinação e a vermifugação atualizadas do cão;
escovar a pelagem do bicho na manhã do encontro;
utilizar um avental hospitalar para o animal se acostumar com o cheiro da unidade.
No leito, a equipe de saúde estende um lençol sobre o paciente e isola todos os cateteres para garantir a proteção física durante a interação.
Acolhimento no ambiente hospitalar
A médica anestesiologista Sophie Cayot Constantin afirmou que a proposta visa confortar os enfermos em situações difíceis e estimula uma perspectiva de futuro. A iniciativa recebeu aprovação prévia dos profissionais dos três setores participantes.
Segundo Céline Moreau, gestora de saúde na unidade Estaing, a aproximação com os animais fortalece os laços com os internados e representa um intervalo positivo na rotina do tratamento intensivo.
O jovem Romain, de 22 anos, recebeu o cão Oreo pela terceira vez no quarto. Nascido com malformação no esôfago, o paciente passou por várias cirurgias ao longo da vida, com a mais recente realizada no início de agosto.
O animal, um border collie mestiço de dez anos, permaneceu calmo e deitou na cama entre as pernas do tutor, que planeja trabalhar na agricultura após a alta médica.
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Nas próximas semanas, a equipe distribuirá questionários aos doentes e aos profissionais para mensurar formalmente os efeitos da presença canina nas dependências hospitalares.