Cratera gigante e rara surge na Lua após impacto de asteroide
Fenômeno que acontece uma vez por século criou a maior cratera recém-formada do Sistema Solar; veja como o impacto alterou a superfície lunar
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A agência espacial norte-americana, a Nasa, anunciou a descoberta de uma nova e gigantesca cratera na Lua. O fenômeno foi causado por um impacto considerado raro, que, segundo cientistas, ocorre aproximadamente uma vez a cada século, ou até com menor frequência.
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A estrutura, batizada de McGetchin em homenagem ao cientista Tom McGetchin, tem 222 metros de largura e 43 metros de profundidade. Ela se formou após a colisão de um asteroide ou cometa com a superfície lunar.
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A identificação da cratera aconteceu por acaso. Robert Wagner, especialista em imagens que trabalha com dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), notou uma anomalia ao revisar imagens capturadas em outubro de 2025. Ao cruzar mapas da superfície lunar de diferentes períodos, ele observou um ponto claro incomum, cercado por um halo escuro — um sinal de que o solo havia sido recentemente remexido.
Após a confirmação, a Nasa classificou a McGetchin como a maior cratera recém-formada já identificada no Sistema Solar. A Lua é frequentemente atingida por rochas espaciais porque sua atmosfera é extremamente fina, quase inexistente, o que impede que esses objetos sejam freados ou destruídos antes de alcançarem o solo.
Impacto alterou temperatura da Lua
Os efeitos da colisão que criou a cratera McGetchin foram sentidos muito além de suas bordas. Observações revelaram que uma área de 6,4 quilômetros ao redor do local fica aproximadamente 9°C mais fria durante a noite lunar em comparação com as regiões vizinhas.
Isso acontece porque o impacto revirou o regolito, a camada de poeira e fragmentos de rocha que cobre a Lua. O material ficou menos denso e, com isso, perdeu parte de sua capacidade de reter calor.
A descoberta oferece uma nova oportunidade para entender como grandes impactos modificam a superfície do satélite. O estudo do fenômeno também pode ter implicações importantes para futuras missões lunares, especialmente para a segurança e a circulação de veículos exploratórios.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata