Avós e netos: psicóloga apresenta 5 princípios para fortalecer esse vínculo e mostra como atitudes no convívio familiar podem favorecer o bem-estar das crianças
Especialistas explicam como os avós podem fortalecer o vínculo com as crianças, apoiando a rotina da família sem interferir nas decisões dos pais
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A imagem comum dos avós costuma ser associada a momentos de mimo, como permitir um desenho animado a mais ou um pedaço extra de bolo. No entanto, especialistas destacam que essa convivência exige responsabilidades claras para beneficiar as crianças e evitar atritos com os pais.
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Em conversa com a publicação "Parade", a psicóloga infantil Maya Bousaini afirma que os avós desempenham uma função essencial no desenvolvimento infantil. Esse suporte ganha peso quando eles atuam como cuidadores diretos, assumindo a guarda das crianças após a escola, em períodos de férias ou durante momentos de crise.
O papel dos avós na dinâmica familiar
Para a psicóloga infantil Amy Kincaid Todey, a posição ocupada pelos avós é única. Segundo a especialista, eles oferecem "um amor incondicional sem a pressão cotidiana da educação", funcionando como a história viva da família e transmitindo valores e identidade.
Especialistas recomendam que a relação com os filhos adultos seja guiada por respeito e empatia. A psicóloga Brittney Pearson destaca que diminuir o estresse dos pais reflete diretamente na forma positiva como eles lidam com as próprias crianças.
Para manter a harmonia, psicólogos sugerem que os avós reflitam sobre os fundamentos das normas estabelecidas pelos pais e se coloquem no lugar dos filhos adultos. Essa postura constrói um ambiente no qual a criança se sente verdadeiramente segura.
Cinco atitudes recomendadas por psicólogos
Profissionais consultados pela "Parade" listaram cinco práticas essenciais para a relação com os netos:
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Garantir a coerência com as regras sobre horários, disciplina e telas, pois "as crianças se desenvolvem em ambientes previsíveis", segundo Brittney Pearson.
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Respeitar a individualidade de cada criança, permitindo que o neto seja quem ele é, de acordo com o psicólogo clínico Joseph Galasso.
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Colocar a presença acima do desempenho, já que os netos se lembram da convivência e não das lições recebidas, como observa Amy Kincaid Todey.
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Demonstrar evolução contínua, adotando falas como: "tenho pensado de forma diferente ultimamente" ou "aprendi algo novo".
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Contar a história familiar com frequência, incluindo episódios divertidos e momentos difíceis, preservando a memória das gerações, conforme indica Amy Kincaid Todey.