SAÚDE

Dia mundial de combate à poliomielite: como proteger o futuro dos pequenos

Entenda os avanços históricos dessa luta e descubra como uma simples gotinha continua garantindo a saúde e a esperança de todas as crianças

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A mobilização internacional para eliminar a poliomielite transformou a saúde pública nas últimas quatro décadas. O Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado neste sábado (24/10), reforça a necessidade contínua de manter as crianças protegidas contra o vírus causador da paralisia infantil. Graças às campanhas de vacinação em larga escala, a enfermidade teve uma redução superior a 99% dos casos no planeta.

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Mesmo com os índices positivos, as autoridades sanitárias alertam que a batalha ainda não terminou. Atualmente, o poliovírus selvagem ainda circula de forma endêmica no Afeganistão e no Paquistão, o que representa uma ameaça constante para qualquer localidade onde a taxa de vacinação sofra queda. Enquanto houver circulação viral no mundo, nenhuma criança fica completamente segura sem o esquema vacinal atualizado.

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O papel das campanhas de vacinação

A introdução das vacinas orais mudou a história do enfrentamento da doença no século passado. Por décadas, a facilidade da aplicação em gotas acelerou a proteção comunitária, transformando postos de saúde e escolas em marcos de imunização coletiva. No Brasil, essas ações ganharam força em âmbito nacional a partir dos anos 1980 e permitiram interromper a circulação do vírus selvagem em 1989.

Em 1994, o continente americano recebeu a certificação internacional pela eliminação da poliomielite. O resultado derivou do esforço conjunto entre o poder público e a adesão das famílias às convocações nos postos de atendimento. A ampla participação popular garantiu marcas históricas de proteção e serviu de referência para outros programas pelo mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que a meta ideal para evitar a volta da doença é imunizar pelo menos 95% do público infantil. Quando a cobertura atinge esse patamar, surge uma barreira imunológica que bloqueia o contágio e impede o vírus de se espalhar na sociedade.

Atenção redobrada contra a volta do vírus

Nos últimos anos, a diminuição dos índices de aplicação das doses em diversos países gerou preocupação em entidades sanitárias. A falsa impressão de segurança, provocada pela ausência de casos graves no cotidiano, fez com que famílias deixassem de atualizar o calendário básico dos pequenos.

Para fortalecer a resposta imunológica e alinhar o país às melhores práticas internacionais da OMS, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes nacionais em novembro de 2024 e passou a adotar exclusivamente a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), injetável, substituindo por completo a antiga vacina oral. O esquema de imunização inclui as doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida, complementadas por doses de reforço para garantir proteção duradoura.

A vigilância epidemiológica constante é outra parte essencial desse trabalho. Profissionais de saúde acompanham qualquer ocorrência de fraqueza muscular repentina em menores de 15 anos para descartar a presença do patógeno. O diagnóstico rápido evita que casos isolados evoluam para surtos e coloquem em risco as conquistas da saúde coletiva.

O monitoramento segue articulado pela Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, que conta com suporte da OMS e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A cooperação internacional assegura repasse de recursos, treinamento técnico e suporte logístico para levar vacinas até as comunidades mais distantes e aproximar o planeta da erradicação definitiva da doença.

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria


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