O caso da paraense Júlia Bossoni, que perdeu os movimentos após andar em uma montanha-russa, acende alerta para os riscos cerebrovasculares envolvidos em brinquedos radicais. A jovem, que esteve no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), em abril de 2026, sofreu um traumatismo cranioencefálico durante o percurso da Montezum. Cinco meses após o acidente, Júlia segue em reabilitação.

Segundo o neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, o traumatismo cranioencefálico (TCE) é qualquer lesão provocada por um trauma na região da cabeça. Esses traumas podem variar desde impactos leves, como uma pancada sem consequências aparentes, até quadros graves, com risco à vida.

“Os traumatismos normalmente acontecem devido a acidentes, sejam eles de trânsito, domésticos ou de qualquer natureza. Também podem ser consequência de brigas, situações de violência, prática de esportes, entre outros casos”, explica Orlando. O médico destaca que, em casos raros, situações de impacto também podem estar associadas a eventos cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC).

“Se você sabe que apresenta alguma doença neurológica ou alguma doença circulatória, ou mesmo se não sabe que tem alguma condição, mas possui histórico familiar, é importante investigar”, alerta o neurocirurgião. “Mudanças bruscas de aceleração e desaceleração podem provocar deslocamentos do cérebro dentro da caixa craniana.”

“Além disso, esses movimentos também podem causar impacto sobre a coluna, devido ao alto grau de deslocamento e à intensidade do impacto”, acrescenta o especialista.

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* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.

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