A sexualidade feminina não tem prazo de validade. Um relatório cultural inédito divulgado pela plataforma Ashley Madison, em parceria com a YouGov, revela uma mudança significativa na forma como as mulheres vivenciam a intimidade, o desejo e a autoconfiança na maturidade.
Segundo os dados da pesquisa, 45% dos membros respondentes afirmam ter atingido seu auge sexual aos 40 anos ou mais. O levantamento mostra que, após anos priorizando papéis tradicionais de relacionamento, a maternidade e o cuidado com a família, as mulheres estão reassumindo o controle sobre suas vidas sexuais.
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Um dos fatores centrais dessa transformação é a insatisfação com a priorização do prazer em relacionamentos de longa duração. Entre as mulheres da população em geral com idades entre 25 e 34 anos, 48% afirmam que seu prazer sexual sempre foi priorizado no relacionamento.
No entanto, esse número cai para apenas 39% entre mulheres de 45 a 54 anos. Além disso, 39% das entrevistadas relatam que seu prazer não é priorizado em relacionamentos estáveis, seja por darem preferência à satisfação do parceiro, por tentarem expressar seus desejos sem sucesso ou pelo sexo ter deixado de ser uma prioridade do casal. O estudo traz ainda o dado de que um em cada cinco entrevistados afirma nunca ter explorado sua própria sexualidade dentro do relacionamento principal.
A terapeuta sexual e de relacionamentos Tammy Nelson explica que, à medida que as mulheres envelhecem, elas ficam menos focadas no que os outros pensam como um determinante de sua sensualidade, e que sentir-se sexy passa a ser menos sobre como outra pessoa as vê e mais sobre como se sentem em relação a si mesmas. A especialista acrescenta que o prazer se torna o verdadeiro foco do sexo quando não há a intenção de impressionar ninguém, atrair um parceiro ou ter um filho.
O relatório aponta também para um momento de virada cultural e biológica no qual o fim dos tabus sobre o corpo desempenha um papel fundamental. A perimenopausa e o envelhecimento deixam de ser temas velados e passam a abrir espaço para maior autoconsciência, honestidade e curiosidade sobre o corpo e o desejo.
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Paralelamente, o impacto da cultura pop, impulsionado por obras como o filme Babygirl e o romance All Fours, reflete a entrada das discussões sobre o orgasmo e as fantasias femininas no debate público. Em meio a esse novo contexto, 31% das mulheres na população geral afirmam que estar mais conscientes e em sintonia com seus próprios desejos foi o principal motivador para passarem a expressar o que realmente querem na cama, buscando maior autonomia e privacidade nessa nova etapa.
