SAÚDE REPRODUTIVA

Doença celíaca silenciosa afeta a fertilidade e pode reduzir a reserva ovariana sem dar sinais claros

Condição autoimune pode comprometer ovários e a qualidade dos óvulos; saiba quais exames investigar

Publicidade
Carregando...

A dificuldade para engravidar sem uma causa aparente pode ter uma origem surpreendente: a sensibilidade ao glúten. A doença celíaca, uma condição autoimune que vai muito além de desconfortos digestivos, está diretamente ligada à saúde reprodutiva feminina e nem sempre dá sinais claros, como dores de estômago ou diarreia.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Esse alerta reforça a importância de reconhecer os sinais da doença celíaca, um diagnóstico que muitas mulheres demoram a receber. A identificação tardia pode prolongar os sintomas e dificultar o controle da condição.

O que a doença celíaca tem a ver com a dificuldade para engravidar?

A doença celíaca provoca uma inflamação crônica no intestino delgado quando a pessoa consome glúten. Essa reação inflamatória, no entanto, não fica restrita ao sistema digestivo e pode se espalhar pelo corpo, afetando outros órgãos, inclusive os reprodutivos.

Mas eu não sinto nada no estômago. Como isso é possível?

Aqui reside o principal obstáculo para o diagnóstico. Muitas pessoas possuem a chamada doença celíaca silenciosa ou não clássica. Nesses casos, os sintomas gastrointestinais são mínimos ou inexistentes, mas a condição se manifesta de outras formas.

Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FEBRAGE), manifestações como anemia por deficiência de ferro que não melhora com suplementação, enxaquecas, aftas recorrentes e infertilidade podem ser os únicos sinais da doença. A inflamação intestinal acontece, mas de forma oculta.

Como o glúten afeta diretamente os ovários?

A inflamação crônica causada pelo glúten leva à má absorção de nutrientes vitais para a saúde ovariana, como zinco, selênio, ferro e ácido fólico. Essa deficiência nutricional pode levar a um envelhecimento precoce dos ovários, resultando em uma reserva ovariana reduzida.

Para quem está tentando engravidar e suspeita da condição, o caminho investigativo é claro e deve ser orientado por um médico. A investigação começa com exames de sangue que buscam por anticorpos específicos, como o anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG) IgA.

Caso os marcadores venham alterados, o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico é a endoscopia com biópsia do duodeno, a primeira porção do intestino delgado. É fundamental não cortar o glúten da dieta antes de realizar os testes, pois isso pode alterar os resultados e mascarar a doença.

Para quem planeja uma gravidez, investigar a relação com o glúten não é um exagero, mas uma etapa essencial de cuidado com a própria saúde reprodutiva.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


Tópicos relacionados:

celiaca fertilidade gluten saude

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay