Redesignação sexual feminina ganha possibilidades estéticas e funcionais
Segundo urologista, a técnica precisa ser escolhida e adaptada de acordo com as particularidades de cada mulher, e é possível alcançar resultados naturais
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A cirurgia de redesignação sexual para mulheres trans passou por uma importante transformação nas últimas décadas. Se, inicialmente, a prioridade dos procedimentos era a construção de uma neovagina funcional, a evolução das técnicas cirúrgicas ampliou o olhar para aspectos como anatomia, proporção, simetria e naturalidade estética. Hoje, a personalização do procedimento é um dos principais diferenciais na busca por resultados individualizados.
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O urologista Ubirajara Barroso, que atua com cirurgias de redesignação sexual no sistema público e privado, acompanha essa evolução e destaca que não existe uma única forma de realizar o procedimento. “A cirurgia deixou de ser pensada apenas como um procedimento funcional. Hoje, temos uma preocupação muito maior com a anatomia como um todo, com a proporção dos tecidos, a simetria e o resultado estético.”
Segundo Ubirajara, que também é coordenador da disciplina de urologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor adjunto de urologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, “cada paciente tem características próprias, e a técnica precisa ser escolhida e adaptada de acordo com essas particularidades”.
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Além da aparência, a evolução da cirurgia também envolve a preservação de parte da glande para criação de um clitóris, mantendo a sensibilidade. “Já tive casos de paciente que teve orgasmo durante a dilação da neovagina”, conta o médico.
Após a cirurgia, é importante fazer a dilatação do órgão diariamente com moldes cilíndricos com o objetivo de remodelar o tecido, garantir a elasticidade e evitar o fechamento ou estreitamento da cavidade.
De acordo com o médico, as técnicas atuais permitem alcançar um resultado estético bastante próximo da anatomia genital de mulheres cisgênero. “Os grandes lábios são posicionados de maneira mais discreta, enquanto os pequenos lábios são cuidadosamente modelados para que tenham proporções naturais, sem excesso de projeção ou flacidez”, explica.
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