Com as altas temperaturas registradas em diversas regiões do Brasil, especialmente após as recentes ondas de calor que marcaram o inverno, a atenção com a saúde dos animais de estimação deve ser redobrada. Cães e gatos são mais sensíveis ao calor e podem sofrer com desidratação, queimaduras nas patas e hipertermia — um aumento perigoso da temperatura corporal que pode ser fatal. Adotar cuidados simples é fundamental para garantir o bem-estar e a segurança dos pets.
A principal medida é garantir que o animal tenha acesso constante a água fresca e limpa. Espalhar mais de um bebedouro pela casa e trocar a água várias vezes ao dia são atitudes essenciais. Segundo especialistas, oferecer alimentos úmidos, como sachês e patês, também ajuda a reforçar a ingestão de líquidos. Manter o ambiente arejado, com janelas abertas ou o uso de ventiladores e ar-condicionado, é igualmente importante.
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Qual o melhor horário para passear com o pet?
O ideal é levar seu animal para caminhar em horários de temperatura mais amena, como antes das 10h ou após as 17h. Nesses períodos, o asfalto e as calçadas estão menos quentes, o que evita queimaduras graves nas patas. Uma dica prática e amplamente difundida é o 'teste dos cinco segundos': pressione as costas da sua mão no chão. Se não conseguir mantê-la por cinco segundos, está quente demais para o seu pet caminhar no local.
Sinais de exaustão pelo calor em cães e gatos
Ficar atento aos sintomas de que o animal está sofrendo com o calor é crucial para agir rapidamente. Especialistas veterinários alertam que os sinais de exaustão térmica, também conhecida como insolação ou hipertermia, incluem:
Respiração ofegante e muito rápida.
Salivação intensa e espessa.
Língua com coloração vermelho vivo ou arroxeada.
Fraqueza, tontura ou dificuldade para se levantar.
Vômitos ou diarreia.
Tremores musculares e falta de coordenação.
Ao notar qualquer um desses sintomas, leve o animal imediatamente para um local fresco e arejado, ofereça água em pequenas quantidades e umedeça seu corpo com uma toalha molhada, principalmente nas patas e na barriga. Em seguida, procure um médico veterinário com urgência, pois a hipertermia é uma emergência.
Atenção redobrada com raças específicas
Cães de raças braquicefálicas (com focinho achatado), como Pugs, Buldogues e Boxers, além de animais idosos ou com doenças cardíacas e respiratórias, são ainda mais vulneráveis ao calor. Para eles, o cuidado deve ser intensificado, evitando qualquer exposição ao sol forte.
O que nunca fazer com seu pet no calor?
Algumas atitudes podem colocar a vida do seu animal em risco durante períodos de calor intenso. Evite rigorosamente as seguintes práticas:
Deixar o pet sozinho dentro de carros, mesmo que por poucos minutos e com o vidro entreaberto. A temperatura interna sobe rapidamente.
Realizar exercícios físicos intensos sob o sol forte.
Esquecer de trocar a água do bebedouro com frequência.
Usar focinheiras que impeçam o animal de ofegar, mecanismo essencial para regular a temperatura corporal.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
