Quando o assunto é esse macronutriente, muitas pessoas acreditam que a chave para ganhar músculos ou manter a saúde está em consumir com abundância. No entanto, o que realmente faz a diferença é o tipo das fontes que escolhemos. Existem diversas opções, tanto de origem animal, como carnes magras, ovos e peixes, quanto de origem vegetal, como soja, feijão e lentilha. Suplementos como o whey protein também têm seu espaço.

Porém, conforme mostram estudos, o consumo excessivo também pode ser prejudicial. Ele aumenta o risco cardiovascular, por exemplo.

Para nos ajudar a entender melhor o impacto em nosso corpo, a diretora técnica do Emagrecentro, Sylvia Ramuth, esclarece tudo o como fazer escolhas mais inteligentes.

Podemos consumir proteínas de baixa qualidade?

Segundo a especialista, apesar de proteínas de baixa qualidade não fornecerem todos os aminoácidos importantes em proporções ideais, elas podem formar uma combinação completa. "Há diferentes classificações, ela é baseada na capacidade de atender às necessidades nutricionais do organismo."

Ela explica que a qualidade proteica é avaliada principalmente pela proporção de aminoácidos presentes e pela digestibilidade. "Fontes de alta qualidade fornecem todos para o funcionamento ideal do organismo, incluindo a construção e reparação de tecidos, produção de enzimas e hormônios."

"Por serem bem aproveitadas pelo organismo, é necessário consumir menores quantidades para atingir os requerimentos diários", explica a profissional.

Boas fontes fazem a diferença?

Por outro lado, Sylvia ressalta que preferências mais saudáveis que contribuem para a construção muscular, suporte no sistema imune e para manter o desempenho físico. “Especialmente se você tiver necessidades aumentadas de proteína, como em períodos de crescimento, recuperação de lesões, ou prática intensa de exercícios , priorize as boas fontes como ovos, peixes, carnes magras e laticínios (como iogurte)”.

Mas afinal, qual seria o volume ideal?

A necessidade de proteína depende da idade, o sexo e o nível de atividade física. De acordo com a especialista, as proporções variam com o estilo de vida.

  • Para adultos sedentários, o ideal é consumir cerca de 0,8 gramas por quilograma de peso corporal
  • Para pessoas mais ativas, esse valor pode subir para 1,2 a 2,0 gramas
  • Idosos e mulheres grávidas ou lactantes também têm necessidades específicas, variando de 1,2 a 1,5 gramas

Sylvia ressalta que cada pessoa é única e deve ser avaliada individualmente para um cálculo correto.

Ainda de acordo com a médica, é importante incluir outros nutrientes essenciais. “Gorduras benéficas, como ômega 3 e ômega 6, são fundamentais para o bom funcionamento do corpo”, acrescenta.

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