MAIS QUE UM INCÔMODO

Você sente dores de cabeça frequentes, intensas e que atrapalham a rotina?

Especialista indica os sinais que merecem alerta

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A dor de cabeça recorrente pode ser mais do que um simples incômodo passageiro. Embora muitas vezes esteja associada a fatores comuns — como estresse, desidratação ou noites mal dormidas —, também pode ter origem em condições mais graves, como enxaqueca crônica, sinusite ou até aneurisma. Por isso, quando os episódios se tornam frequentes ou prolongados, é preciso redobrar a atenção.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que os transtornos de dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns no mundo, afetando milhões de pessoas e impactando diretamente a qualidade de vida.

De acordo com o neurocirurgião do Hospital Quali Ipanema, Orlando Maia, dores de cabeça constantes nem sempre são normais e podem gerar diversas incapacidades. “Pode se tratar de enxaqueca crônica, caracterizada por crises que ocorrem 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor de cabeça é um sintoma comum no dia a dia, mas, quando deixa de ser episódica e passa a ser constante, precisa ser investigada”, explica.





O especialista ressalta ainda que, na prática clínica da neurocirurgia, a maioria das cefaleias tem origem benigna, como nos casos de tensão ou enxaqueca. Ainda assim, existe uma linha clara entre o que é habitual e o que exige investigação.





“Essa diferença nem sempre é percebida. Em muitos casos, a dor persistente é tratada apenas com analgésicos, ignorada ou incorporada à rotina, o que pode atrasar diagnósticos importantes”, alerta.





Segundo o médico, uma dor de cabeça constante pode ser um quadro primário, mas também pode estar relacionada a condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais que demandam avaliação especializada. Entre os sinais de alerta, destacam-se:

- Dor que se torna frequente ou diária

- Mudança no padrão habitual da dor

- Intensidade fora do comum

- Associação com alterações visuais, na fala ou na força

- Episódios acompanhados de confusão ou perda de consciência

“Esses sinais não devem ser normalizados, pois indicam a necessidade de investigação. A maioria das dores de cabeça não está relacionada ao AVC, por exemplo, mas o problema surge quando o sintoma foge do padrão habitual”, afirma.

Além disso, é importante observar características específicas da dor, como:

 - Início súbito e muito intenso, descrito como “a pior dor da vida”

- Sensação diferente de qualquer dor já experimentada

- Presença de fraqueza, dificuldade para falar, alterações visuais ou confusão

- Perda de consciência ou desequilíbrio

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