Lembrado nesta quarta-feira (1/7), o Dia da Vacina BCG marca uma das maiores conquistas da saúde pública: o desenvolvimento do bacilo Calmette-Guérin, imunizante que, há mais de um século, protege milhões de crianças contra as formas mais graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar.
Para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a data reforça a importância da vacinação como uma das principais estratégias de prevenção de doenças infecciosas e chama atenção para um desafio atual: a manutenção de altas coberturas vacinais diante do crescimento da hesitação vacinal e da circulação de informações falsas sobre imunizantes.
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Um marco no combate à tuberculose
A vacina BCG passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação do Brasil e se tornou uma ferramenta essencial para reduzir complicações graves da tuberculose, especialmente em recém-nascidos e crianças pequenas.
Embora não impeça todos os casos de tuberculose, a BCG tem papel fundamental na prevenção das apresentações mais severas da doença, protegendo contra formas com maior risco de mortalidade e sequelas.
A tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública no mundo, exigindo vigilância permanente, diagnóstico precoce e estratégias combinadas de prevenção e tratamento.
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Vacinação: uma proteção que acompanha todas as fases da vida
O Dia da Vacina BCG também reforça uma mensagem fundamental: a imunização não termina na infância. Ao longo da vida, diferentes vacinas são recomendadas conforme idade, condições de saúde e fatores de risco. A atualização da carteira vacinal protege o indivíduo e também contribui para reduzir a circulação de agentes infecciosos na comunidade.
Entre os principais cuidados estão:
- Adolescentes: atualização da vacinação contra HPV, que contribui para prevenir diferentes tipos de câncer associados ao vírus, além de reforços indicados conforme o calendário vacinal.
- Adultos: manutenção da proteção contra doenças como hepatite B, sarampo, caxumba, rubéola, difteria e tétano.
- Gestantes: imunizações recomendadas durante a gestação ajudam a proteger a mãe e transferem anticorpos para o bebê, especialmente nos primeiros meses de vida.
- Idosos: vacinas contra infecções como influenza, pneumococo e herpes-zóster têm papel importante na redução de casos graves e hospitalizações.
O desafio da hesitação vacinal
Apesar dos avanços proporcionados pelas vacinas, a hesitação vacinal permanece como um desafio para os sistemas de saúde. A circulação de desinformação pode levar pessoas a adiar ou abandonar esquemas vacinais, aumentando a vulnerabilidade da população.
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A SBI reforça que todas as vacinas passam por rigorosos processos de avaliação antes de serem disponibilizadas, além de continuarem sendo acompanhadas por sistemas de vigilância que monitoram segurança e eficácia.
Manter a vacinação em dia é uma atitude individual e coletiva: protege quem recebe a dose e ajuda a reduzir a transmissão de doenças para pessoas mais vulneráveis, como recém-nascidos, idosos e indivíduos imunossuprimidos.
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O Dia da Vacina BCG representa um momento para valorizar a ciência, fortalecer a confiança nas vacinas e lembrar que a prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes contra as doenças infecciosas.
