Mordida de animal: primeiros socorros evitam raiva e tétano
Ação rápida nos primeiros minutos reduz risco de infecção grave; crianças e idosos demandam atenção redobrada e avaliação médica urgente
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Ser mordido por um animal, seja um cão doméstico, um bicho selvagem ou até mesmo um animal marinho, pode ser uma experiência assustadora e perigosa. Agir rapidamente e da forma correta nos primeiros minutos é crucial para evitar infecções graves, como a raiva e o tétano. Os primeiros socorros imediatos podem fazer toda a diferença antes da chegada ao atendimento médico.
A atenção deve ser redobrada com crianças e idosos, que são mais vulneráveis a complicações. Independentemente do tamanho do ferimento, toda mordida deve ser tratada como um potencial risco à saúde, exigindo uma avaliação profissional para determinar os próximos passos, incluindo a necessidade de vacinas ou antibióticos.
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O que fazer imediatamente após uma mordida de animal?
Adotar o procedimento correto logo após o incidente é a medida mais eficaz para minimizar riscos. A primeira ação, e a mais importante, é a limpeza cuidadosa da área afetada. Siga este passo a passo antes mesmo de se dirigir a uma unidade de saúde.
Lave o local com água e sabão: use água corrente e sabão em abundância por 5 a 10 minutos. Esfregue suavemente o interior da ferida para remover saliva e sujeira. Essa ação mecânica reduz drasticamente a carga viral e bacteriana.
Estanque o sangramento: após a limpeza, pressione o ferimento com um pano limpo ou gaze estéril até que o sangramento diminua ou pare. Não utilize torniquetes.
Proteja a ferida: cubra a área com uma gaze ou curativo limpo e seco. Evite usar pomadas, cremes ou substâncias caseiras (como pó de café ou folhas) sem orientação médica.
Procure ajuda médica: vá imediatamente a um posto de saúde ou pronto-socorro, mesmo que o ferimento pareça superficial.
Quais os principais riscos de uma mordida?
A saliva dos animais abriga uma grande variedade de microrganismos que podem causar problemas sérios de saúde se entrarem na corrente sanguínea. Os principais perigos associados a uma mordida são:
Infecções bacterianas: são a complicação mais comum. A ferida pode ficar vermelha, inchada, dolorida e produzir pus, podendo evoluir para uma infecção generalizada se não tratada.
Raiva: é uma doença viral quase sempre fatal quando não tratada ou após o aparecimento dos sintomas, transmitida pela saliva de mamíferos infectados. A profilaxia pós-exposição com vacina antirrábica (e, em alguns casos, imunoglobulina antirrábica) é a forma de prevenção após o contato.
Tétano: infecção bacteriana grave que pode entrar no corpo por meio de cortes ou feridas profundas. A vacinação é a principal forma de proteção.
Quando devo procurar um médico?
A orientação é procurar atendimento médico em todos os casos de mordida de animal, independentemente da gravidade aparente do ferimento. Sempre que possível, o animal que causou a mordida deve ser observado por 10 dias para verificar sinais de raiva, conforme protocolo do Ministério da Saúde. A avaliação profissional é fundamental para prevenir infecções, administrar vacinas como a antirrábica e antitetânica, e realizar a limpeza e sutura adequadas. Se possível, informações sobre o animal que causou a mordida, como o estado de saúde e o histórico de vacinação, devem ser repassadas à equipe de saúde.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.