Com um histórico marcante do Brasil envolvendo jogos de apostas, como o jogo do bicho, muitos brasileiros têm o sonho de mudar de vida com um prêmio milionário. Para a maioria, a aposta é apenas uma diversão esporádica. No entanto, o que começa como um passatempo pode se transformar na ludopatia, o vício em jogos de azar.

A compulsão por apostas é um transtorno reconhecido que afeta o controle dos impulsos. A emoção da possibilidade de ganho libera dopamina no cérebro, um neurotransmissor associado ao prazer. Com o tempo, o cérebro se adapta e passa a exigir doses maiores de estímulo, levando a apostas mais frequentes ou com valores mais altos para obter a mesma sensação.

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Quando o jogo vira compulsão?

Identificar a transição da diversão para o vício é o primeiro passo para buscar ajuda. A compulsão se manifesta por meio de comportamentos que costumam passar despercebidos no início, mas que se intensificam com o tempo. Fique atento a estes sinais:

  • Preocupação constante: pensar em apostas o tempo todo, planejando a próxima jogada ou como conseguir dinheiro para jogar.

  • Aumento da frequência: sentir necessidade de apostar valores cada vez maiores para atingir o mesmo nível de excitação.

  • Irritabilidade: ficar inquieto, ansioso ou irritado ao tentar diminuir ou parar de jogar.

  • Fuga da realidade: usar o jogo como uma maneira de escapar de problemas, sentimentos de culpa ou ansiedade.

  • Mentiras e segredos: esconder o hábito de familiares e amigos para encobrir o envolvimento com as apostas.

  • Perda de controle: tentar parar de jogar várias vezes, mas sem sucesso.

  • Correr atrás do prejuízo: depois de perder, voltar a jogar para tentar recuperar o dinheiro, o que geralmente leva a perdas ainda maiores.

  • Prejuízos concretos: colocar em risco relacionamentos, o emprego ou oportunidades por causa do jogo.

Onde procurar ajuda para o vício em apostas

A ludopatia exige tratamento especializado. Existem caminhos gratuitos e acessíveis para quem busca apoio. A ajuda profissional é fundamental para que o jogador e sua família possam superar o problema.

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), oferecem atendimento gratuito com equipes multidisciplinares, incluindo psicólogos e psiquiatras. Procure o CAPS mais próximo de sua residência.

  • Jogadores Anônimos: um grupo de apoio baseado no modelo dos Alcoólicos Anônimos. Os membros compartilham experiências e se ajudam mutuamente a abandonar o vício. As reuniões são confidenciais e gratuitas.

  • Psicoterapia: o acompanhamento com um psicólogo ou terapeuta especializado em dependência pode ajudar o jogador a entender as causas do vício e a desenvolver estratégias para controlar os impulsos.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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